quinta-feira, 15 de abril de 2010

O social, as banalidades e as catástrofes

Domingo fomos visitar um casal de amigos que tem um filho de uns 2 ou 3 anos (nunca lembro a idade dessas coisas).
Como de praxe, eles acham que a criança é de açúcar e não pode sair de casa ou não querem incomodar ninguém (o que seria uma benção), por isso sempre marcam coisas em suas próprias casas.

Tenho casais de amigos com filhos e sem filhos e, para minha felicidade e a do mundo, o número dos "sem" está aumentando.
Invariavelmente, dos "com" ouço a mesma idiotice: "O Coisa não gosta de criança".

Não sei que espécie de estúpido é capaz de dizer algo desse naipe. Devolvo sempre com uma "contrapergunta": "Você gosta de adulto?".
Em geral a resposta é uma pausa. A maioria das pessoas que fazem uma afirmação idiota tem a capacidade cerebral deficitária e requer grande delay no processamento das informações.

Pois é, crianças ou adultos são indivíduos. Você pode gostar de uns e de outros não.
Admito que a grande maioria dessas coisas sub-humanas não me agradam muito. Elas se cagam, se mijam, vomitam, babam, tem um cabeção, gritam, choram, não tem o mínimo de dicção e são sádicas.

Mas a parte lamentável que quero enfatizar é a da perpetuação do padrão de comportamento masculino, diga-se de passagem, uma responsabilidade feminina.
Eu sempre disse (em outros posts escrevi sobre isso) que as mulheres é detém o controle e o poder da escolha.

Nós, os panacas, ficamos com a ilusão da força e do poder, pelo simples fato de nos ser permitido a ação.

Dentre n banalidades e lugares comuns, vou resumir com um exemplo como as fêmeas não sabem usar o poder que tem.
A esposa do meu amigo se queixou de que ele não ajuda muito em casa. Algo bem original e inédito, não?
Eu o conheço bem. Educação tradicional. Mamãe fazia tudo, saiu de casa direto pro casamento, ou seja, nunca morou sozinho (bato sempre nessa tecla), etc.

E lá estava ela a criar mais um monstrinho no mundo.
Mimado, sem ouvir um não e, já de cara, sem aprender o que a vida martelará na sua cabeça: uma sucessão de 'nãos' e frustrações. E isso é a vida.

Uma fêmea perpetuando a desgraça para as próximas.