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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Design "inteligente"

É raro eu entrar nessas discussões toscas que aparecem na net, mas as vezes fico surpreso. Ainda.
Um menino defendendo o design "inteligente" e a "lógica" da fé me faz perder a esperança na humanidade.

Claro que a argumentação é falha e repleta de inconsistências, mas a insistência do rapaz em dizer que seus dogmas são científicos é o que me desconcerta.

Não que a ciência não tenha seus dogmas, por exemplo, parafraseando Marcelo Gleiser, alguns cientistas defendem a grande teoria da unificação como um monoteísmo científico.
Ou ainda as "verdades parciais" como a gordura faz mal. 
Que o protocolo de eliminação do sal para hipertensos é absoluto.
Isso sem falar nas meias verdades experimentais com objetivos mercantilistas e de auto promoção como a fusão a frio ou o exosqueleto do Dr Nicolelis.

Enfim, sugeri a ele que entrasse numa boa universidade e escrevesse uma tese sobre o Design estúpido.


O Design estúpido seria mais fácil de defender do que o design inteligente.

Ele poderia incluir que, Chapolin O Poderoso, criou um olho que enxerga apenas uma diminuta faixa no espectro eletromagnético, nos deixando cegos para as restantes.

Que Chapolin, apesar de ter criado um sistema digestivo entre os carnívoros e os herbívoros, não o fez muito apto a digerir várias fibras vegetais e não nos fez aptos a pescar eficientemente, já que não conseguimos foco embaixo d'água, temos desenvoltura tosca nesse ambiente e impossibilidade de manter minimamente a própria vida nele.

Como além de tonto é um comediante, mesmo que de quinta categoria, nos fez centralizados em uma coluna vertebral para quadrúpedes e nos criou bípedes.

Por ironia, nos dotou de um cérebro maior que o Dele para que, apesar de apenas uma minoria, víssemos o quão deficiente somos.

Criou um universo e mesmo um mundo que em sua maior parte é inóspito a nós só pra sacanear.

Fez com que nossas células tivessem todo tipo de problemas de auto replicação, para que em certa idade e em vários casos em qualquer idade passássemos a ter "coisas estranhas habitando" nosso corpo e por fim acabássemos em total decrepitude ou subitamente na aurora de nossa juventude.

Chapolin o Grande também não programou nenhuma espécie de ética, fazendo com que dependêssemos uns dos outros para aprendê-la o que fez com que cada agrupamento humano em cada época criasse os valores que bem entendesse mesmo que esses valores se contradissessem ou exterminassem qualquer irmão de raça.

A essa última característica assim como algumas outras dúbias no pensamento, chamou de livre arbítrio, para que a culpa recaísse sempre sobre nós mesmos, o que além de sádico demostrou total falta de lógica, o que faz sentido para Chapolin o Criador.

Além de várias outras imperfeições toscas nos seus filhos, como grande sacanagem final dotou as espécies de um processo evolutivo que fizesse milhares de versões inaptas para que uma ou outra fosse apta a seu ambiente.


Aff, olha, isso é piada, mas não se admirem se isso for parar em alguma banca por aí.
As imperfeições e falhas são a síntese do universo, e isso não é ruim nem bom, apenas é o que é, portanto, defender o Design Estúpido do Grande Chapolin Criador Todo Poderoso é mais coerente que o design inteligente.

Perfeição é estagnação, imutabilidade.
Evolução não é melhoria é adaptação sem viés moral.
Todo universo é mutável pelas suas assimetrias e imperfeições.
A natureza, seja lá qual for de suas muitas variantes geológicas, é bela e possível pois é imperfeita, só isso já derruba qualquer design inteligente.
Quem sabe o design estúpido seja mais viável.

Acho que era melhor o jovem rapaz ter apenas dito que acredita porque acredita e ponto final. Era mais nobre e economizava energia.
Misturar fé com razão é completamente inconcebível.







segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Dawkins again

Continuo a gostar do approach de Richard Dawkins.
Não vejo outra forma de nós (os ateus e céticos) defendermos e exigirmos tolerância e respeito, 'marcando território' claramente, afinal, quando se ouve sobre religião sempre fala-se em respeito, mas quando falamos em "não-religião" isso é "radical".


"O cientista britânico Richard Dawkins não se deu por satisfeito em vender mais de 1 milhão de exemplares de um livro contra a crença em seres divinos. Ele agora aponta sua artilharia contra o que considera superstições e pseudociência: da astrologia à mediunidade, da homeopatia ao tarô. O novo ataque do conceituado biólogo da Universidade de Oxford é o documentário 'Os inimigos da razão'.


Parte de um esforço (que muitos acham inútil) de desmontar as crenças e superstições que ele considera totalmente desprovidas de fundamento e provas, mas que convencem o público em vários países. Há duas formas de olhar o mundo – através da fé e superstição ou através do rigor da lógica, observação e evidência, por outras palavras, através da razão. A razão e o respeito pelas evidências são preciosas para a fonte do progresso humano e a nossa salvaguarda contra fundamentalistas e aqueles que lucram pela deturpação da verdade."
 

A raiz de todo o mal - Parte 1: Slaves to superstition (47 min)


A raiz de todo o mal - Parte 2: The irrational health service (48 min)




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O milagre e os deuses

Há quase um ano apareceu um "calombo" no lado interno do meu pulso.
Causava um leve incômodo que aumentava quando me apoiava nele ou estava na fase de grandes pesos na academia.
 
Suspeitei logo de cara ter sido causado pela "pegada errada" no supino, algo comum nas academias quando pegamos a barra com o polegar no mesmo sentido dos demais dedos e não ao redor da barra como oposição que ele deve fazer.
Isso faz com que tenhamos que  dobrar mais o punho para trás e fatalmente o sobrecarregando.
 
Indo no ortopedista (meu cauvário) fui diagnosticado como portador de um quisto sinovial, quando o líquido sinovial intra-articular vaza para os arredores dos tendões ou  a membrana sinovial fica inchada.
Seja lá o que for exatamente, todos os médicos disseram que ele não desaparecia sozinho e que era necessário uma cirurgia.
 
Durante os exames pré-operatórios tive uma das minhas crises de lombalgia e fiquei de molho por um tempo.
 
Praticamente de uma hora para outra (e quase isso mesmo!), contrariando os deuses da sabedoria, o calombo no punho desapareceu.
 
Daí realmente admiti que os deuses fazem milagres, mesmo que indiretamente.
O 'deus' médico faz uma assertiva absurda que induz a algum maluco qualquer rezar ou apelar pra qualquer outra bobagem, e se há cura ou melhora então foi operado um milagre.
 
A estupidez fomentando a estupidez.
Ok, discurso meio Dawkins admito.
 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Prece de um ateu

Querido Senhor (Deus, Alá, Shiva, Maomé, Zeus ou seja lá como queira ser chamado), apesar da inexistência de evidências de sua existência eu proponho um negócio a Vossa Imensidão.
Serei seu mais devoto servo, um verdadeiro franciscano (abstinência sexual pode esquecer), que divulgará a sua palavra e seus ensinamentos (desde que o Senhor me envie um  original Seu com assinatura reconhecida em cartório) por toda a Terra. 
Irei pessoalmente encontrar-me com o Sr. Richard Dawkins para convencê-lo de sua existência - fala sério Senhor, essa tarefa é maior do que dividir um oceano!

O que peço é apenas que o ano acabe no dia 30 de novembro e recomece em fevereiro (de quebra extermine o Carnaval) e que a translação da Terra nunca seja completa, de modo que ao completar seu giro ela retorne ao seu ponto de origem e assim sucessivamente, pois quem sabe assim, as promessas patéticas que o Senhor deve ouvir deixem de existir - observe que há vantagens mútuas.

Poupe os cidadãos das mais variadas cidades turísticas (que ao contrário do que eu achava quando estava no lado negro da força, odeiam a invasão dessas formigas das metrópoles), do ataque ensandecido dessas criaturas neuróticas.





Poupe-me dos "Shows da Virada" com seu participantes breguíssimos e completamente sem talento.
Poupe-me das insuportáveis retrospectivas e dos hipócritas votos de fim de ano de artistas televisivos.
E por fim Senhor, poupe-me das patéticas contagens regressivas para mais um dentre os 4,5 bilhões de anos de vida deste desprezível planeta localizado numa galáxia sem graça nos subúrbios do Universo.


SENHOR eu suplico! 
Salve-me da maldição do fim do ano que eu encamparei uma guerra aos meus futuros ex-irmãos ateus.




"Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a idéia da inexistência de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar." - Dostoievski



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Já dizia Nelson Rodrigues, a unanimidade...

06/05/2010 - 15h29 - UOL
"Chico Xavier" ultrapassa 3 milhões de espectadores desde a estreia.



Resolvi ver a entrevista que o sujeito fez para a Globo há uns anos.
Bom, é tosco.

Se ele tinha boas intenções ou não é outro problema; mas se você prestar atenção sem o viés babaca, irá assistir a um indivíduo completamente out.

O português precário nem é importante, mas as alegações são estapafúrdias e é notório o problema com a sua sexualidade.
Não que ser homossexual seja um problema, mas como pessoas "travadas" lidam com isso, com certeza.

Talvez seja possível sair do armário no Paraíso.

Os rabiscos que ele faz são o máximo. São como as figuras de Rorchard. Você vê o que lhe interessa.

Confesso que é bem sedutor, num momento difícil, ouvir que o ente querido está num local melhor e "olhando" por você.
Enfim, um prato cheio pra qualquer psicanalista. Em outras épocas daria internação no Juqueri.

Aproveitei para assistir a uma entrevista do tal Divaldo Franco, uma espécie de Tim Tones (lembram do Chico Anysio?) com jeito de professor de primário.

Eu queria saber por que a classe média está aderindo em massa à tal "doutrina" (preferem essa palavra, a religião).
De cara, pode-se notar o caráter pseudocientífico do discurso, o que deixa a coisa menos patética e aceitável para pessoas supostamente cultas.
O cara mistura espíritos com Big Bang e buracos negros, re-encarnação com genética e por aí vai, um verdadeiro samba do crioulo doido —sem conotação racial, pois não ficaria bem usar "samba do afro-descendente com raciocínio especial".

A superficialidade de seu conhecimento é ridícula. Fala sobre a "bênção" da atmosfera mas não cita (nem deve saber), por exemplo, que a atmosfera, simplificando, só existe graças à magnetosfera.

Segundo ele, os espíritos também podem vagar pelo Universo, independentemente da distância. Talvez porque Einstein nos tenha deixado essa possibilidade (espaço-tempo "deformável"), mesmo que ínfima e sob zilhões de condições.

A figurinha até pode estar fazendo algumas obras sociais, todavia pode-se fazer o mesmo sem vínculos com "livros sagrados" e demais bobagens. Bastaria que houvesse ética em nossa sociedade.

Há mais de 2 mil anos Aristóteles deve estar esperando um momento oportuno para "re-encarnar"...

Por ser uma religião (ou dogma, como queira) recente, os espíritas se aproveitam muito da ciência. Provavelmente devem ter (ou arrumarão em breve) uma explicação ridícula para a clonagem humana, pois sendo tecnicamente possível, de onde viriam as mil almas para os meus mil clones? (Que Deus —ou Alá, Maomé, Zeus, Buda, Shiva, Itzamná, ou seja lá como você queira chamar— tenha piedade do mundo com mil Coisas!)

No mais, a hipocrisia das massas é a mesma em qualquer outra religião ou dogma.
Pega-se as fantasias que as fazem se sentir bem e ignora-se o que não interessa —nunca conheci ninguém que vivesse como os Franciscanos.

Esses "new-espíritas" classe média são os mais obcecados por trabalho, status e posses que qualquer indivíduo "materialista".

Não tolero nenhuma dessas banalidades religiosas, pois caso tolerasse alguma teria que aceitar todas, afinal, se os espíritos ascendem para um plano superior (olha que coisa bizarra! pode significar o que você quiser!) por que então alguém não poderia explodir o World Trade Center para ganhar as mil virgens do paraíso?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ateu, graças a Deus!

Sempre fui ateu. Hoje tenho mais certeza do que nunca.
Em casa fomos educados para ter razoável opção de escolha. Quando havia aula de religião, que não era obrigatória, minha mãe dizia às diretoras: "Se ele não quiser ir ele não vai.".

Como diz o biólogo Richard Dawkins, "não existe criança judia, criança católica, criança heterossexual e outros, apenas criança". Aliás ele prega uma ausência de educação religiosa, pois alega que você deve escolher a sua religião quando tiver ferramentas intelectuais para tanto.
Mas como deixariam de massacrar as crianças?
Se esperarem as pobres coitadas terem discernimento para escolher, elas nunca escolheriam crer em Deus e muito menos ter religião.

Sempre "respeitei" as religiões, mas há alguns anos declarei guerra (a minha jihad - segundo o profeta Muhhamad, jihad é uma luta do indivíduo consigo mesmo, pelo domínio da alma) a elas.

Primeiro porque elas nunca me respeitaram. Constantemente fui obrigado a engolir calado as "reencarnações", "vai com Deus", "se Deus quiser", "ore muito" e por aí vai. Claro que muitas vezes são apenas expressões linguísticas, que aliás, são propositalmente mal interpretadas pelos teístas (ou jornalistas de quinta) quando um cientista as utiliza, ou a algum conceito qualquer quando se referem a Deus.

Segundo porque respeitar não significa engolir calado e não questionar.

Por fim, ser ateu é pior do que ser um tuberculoso (pelo menos a eles cabia algum charme durante o Romantismo), leproso ou junkie.
Temos a delegacia da mulher, estatuto da criança, estatuto do idoso, cotas raciais e por aí vai. Também quero o estatuto do ateu.
Nesse país, a discriminação e a segregação é institucionalizada por supostas leis de proteção.

Mr. Dawkins me estimulou a não engolir mais essas bobagens.
Seu livro "Deus, um delírio" é uma delícia de ler. Chega a ser cômico. Eu desafio qualquer teísta a lê-lo.
   
Menos agressivo mas tão bom quanto posso citar "Um mundo assolado pelos demônios" de Carl Sagan (um ateu convicto, apesar de sempre evitar atritos) e dele também "Variedades da Experiência Científica".
Ah! Apenas pra constar, ele e sua esposa Ann Druyan, escreveram vários manifestos em prol da não criminalização do aborto, mas isso fica pra outro dia.

A maior parte das pessoas teístas que conheço não me parecem de fato crédulas. Parece que sofrem de algum tipo de esquizofrenia religiosa, onde "Deus" é o grande big brother e eles dizem que crêem "por via das dúvidas".

No início do século XX, Freud "curava" cegos e fazia paraplégicos andarem em conferências médicas.
Não, ele não invocava milagres divinos. Ele apenas "eliminava" alguma neurose complexa (os gregos usavam a palavra histeria), ou seja, alterações na psique que se manifestam em alterações físicas.
A Igreja Universal faz igual, apenas troca uma psicose qualquer por uma outra chamada "Deus".

Quanto à religião, abomino todas.
Atualmente a que mais abomino é o espiritismo.
Os espíritas são uma espécie de "loucos mansos" que tentam "cientificar" essa abóbora colossal (provavelmente o Sr. Hippolyte Léon Denizard Rivail usou o pseudônimo de Alan Kardec quando quis escrever comédias).
Das pessoas de várias religiões que conheço são possivelmente os mais antiéticos e asquerosos.
Não vou entrar em discussões sobre a ética de Aristóteles pois não tenho cacife pra isso, mas vou ser mais popular: Gandhi e Krishnamurti diziam basicamente a mesma coisa: "Quem tem mais do que precisa é no fundo um ladrão".
Por favor, "o quanto" é "quanto se precisa"? Não sejamos idiotas. Não vou discutir sobre consumismo, signos etc. Quem sabe outro dia.

Voltando a Deus, alguns amigos mais esclarecidos às vezes dizem que não se pode provar que Deus não existe, ou então, que não acreditar em Deus é um ato de fé da mesma maneira.

Não sei aonde querem chegar.
Até a pouco tempo atrás não se podia provar que a Lua não era feita de queijo. Mas evidências e as possibilidades não apontavam isso, e hoje sabemos que elas estavam corretas. Já falei sobre evidências em outro post.
   
O fato do não se provar algo, não abre caminho para a parte contrária.
O ônus da prova cabe a quem afirma a sua existência e as evidências e a lógica apontam claramente para o contrário.

Bobagens filosóficas à parte, acho que a estatística e a lógica são menos condescendentes.
   
Perdoem-me amigos crédulos, vocês já sabem a minha opinião, crer em Deus é apenas uma dificuldade intelectual ou problema psiquiátrico.
Se eu estivesse ouvindo vozes, falando sozinho e vendo coisas, me dariam altas doses de Haldol e uma camisa de força.

Deus esteve sempre onde nossa ignorância permitiu.
A Terra já foi plana porque Deus criou assim. Foi redonda e o centro do universo porque Deus criou assim. Não era tão redonda assim e não era o centro do sistema solar, mas o sistema solar era o centro do universo, mas ops, Deus criou assim. Não era mais tão redonda, nosso sistema planetário estava na periferia da galáxia, mas nos enganamos das outras vezes, de fato, Deus criou assim.
Estamos num sistema planetário medíocre, rodeando uma estrela medíocre, nos confins de uma galáxia mais medíocre ainda e ultimamente, talvez o nosso universo seja um em muitos no multiverso.

Não precisamos de Deus e religiões para termos ética e moral adequada para uma vida decente em uma possível sociedade justa e cooperativa.
Mas talvez alguns precisem de Deus para ser seu cúmplice em ações, que apesar de legalmente aceitas, são eticamente questionáveis e moralmente decreptas, e assim, terem a quem os perdôe quando doam aquela ridícula cesta básica a sei lá quem.

Seja sincero, não é engraçado:

  • "No tempo dos ancestrais, um homem nasceu de uma mãe virgem, sem nenhum pai biológico envolvido.
  • O mesmo homem sem pai clamou a um amigo chamado Lázaro, que estava morto havia tempo bastante para cheirar mal, e Lázaro imediatamente voltou à vida.
  • O próprio homem sem pai voltou à vida depois de morto e enterrado.
  • Quarenta dias depois, o homem sem pai subiu ao topo de uma montanha e depois desapareceu no céu.
  • Se você murmurar coisas dentro de sua cabeça, o homem sem pai, e seu "pai" (que também é ele mesmo), ouvirá seus pensamentos e pode tomar providências em relação a elas. Ele é capaz de ouvir simultaneamente os pensamentos de todas as pessoas do mundo.
  • Se você faz alguma coisa ruim, ou alguma coisa boa, o mesmo homem sem pai tudo vê, mesmo que ninguém mais veja. Você pode ser recompensado ou punido, inclusive depois de sua morte.
  • A mãe virgem do homem sem pai nunca morreu, mas "foi transportada" corporeamente para o céu.
  • Pão e vinho, se abençoados por um padre (que precisa ter testículos), "transformam-se" no corpo e no sangue do homem sem pai." - Richard Dawkins - Biólogo Evolucionista
Por que o Curupira, a Fada dos Dentes e o Saci-Pererê são menos verdade que o seu Deus (seja lá qual dos trezentos mil existentes)?

Não rio mais disso. Me entristece e me deprime. Nunca criaria um filho num mundo onde a grande maioria se apoia nessa estupidez.

   
   

    "Se descobrirmos que Deus existe, não acho que ele seja mau. Mas a pior coisa que se pode dizer dele é que, basicamente, ele é um desperdício de potencial." - Woody Allen