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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Para colecionador!



O Pink Floyd renovou contrato com a EMI no início desse ano depois de vencer um processo que proíbe a mesma de vender o conteúdo do grupo "aos pedaços". 
Particularmente concordo, pois obras como The Final Cut, The Wall e Dark Side of the Moon não são divisíveis, assim como todos os discos do Floyd.

Esse ano será lançado extenso material para colecionadores e, claro, para os novos apreciadores, de uma das mais importantes bandas de todos os tempos.
Serão lançadas músicas inéditas, DVD's remasterizados, box especiais com encartes exclusivos e por aí vai.

Sou meio desconfiado dessas "marketicies", mas como a qualidade do grupo é incontestável, a música atual é um completo desfile de horrores e sou um admirador com todos os LP's  - é isso aí, 'bolachão' mesmo! - lançados no Brasil (exceto coletâneas e shows) segue a divulgação.

Detalhes no site da EMI.




quarta-feira, 14 de abril de 2010

Retiro espiritual

Televisão realmente é uma coisa educativa.
Nos ensina o que NÃO gostar, ler ou fazer.

Mas é até cômico, mesmo sendo trágico.
Zapeando desesperado entre os 230 canais de idiotices e filmes repetidos (a TV a cabo não nos poupa da raiva de, por exemplo, "repetir de modo inédito" Piratas do Caribe 918 vezes ou a série House inteira, 2597 vezes), me deparei com um sucesso que eu "desacreditei". Veja o nível num trecho: "Ela tá de saia, de bicicleta, uma mão tá no guidão, outra tá na calcinha".

Não sei o que dizer disso. Achei que Rebolation seria o fundo do poço na música...
Sem grandes pesquisas, apenas de memória podemos fazer uma lista do que deveria ser incinerado em fornos de plasma: Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Fresno, Banda Eva, os sertanejos romântico-bregas, os viadinhos do estilo Jonas Brothers e as demais coisas desse abominável mundo teen, KLB, Pitty,  Sandy e Jr., Mariah Carey, Fábio Jr., Lady Gaga... ufa, passaria escrevendo mais uns 200 Gbytes de criaturas desprezíveis.
São como pragas que se reproduzem sem controle, uma infinidade de absolutos lixos musicais.

Quando vejo ou ouço essas coisas já não sei se concordo com liberdade de expressão e democracia. Fico achando que ela era boa só pros gregos.
O que me consola é que esses dejetos são varridos da história após um curto espaço de tempo...

De fato, gosto não se discute; mas qualidade (alguma pelamordedeus!), sim.
Ouça as suas merdas, mas não obrigue que ninguém mais as ouça, principalmente porque você deveria ter vergonha disso.

Gostava quando o João Gordo e o Regis Tadeu quebravam discos com martelo, afirmando sem meias-palavras: "Isso é uma merda!".

Deprimido e sem esperança no mundo (bem dramático não?), apanhei alguns utensílios para uma purificação espiritual. Selecionei apenas alguns que já seriam suficientes: Led, Clapton, Floyd, Secos & Molhados, Bo Didley, Frejat, BB King e, pra fechar com bom humor, Premê e Joelho de Porco.

Antes de começar a meditação musical repeti 3 vezes em voz alta a prece do titio Marco Antônio:

"Elvis Presley que estais no céu;
Muito escutado seja Bill Haley;
Venha a nós o Chuck Berry;
Seja feito barulho à vontade;
Assim como Hendrix, Sex Pistols e Rollings Stones;
Rock and roll que a cada dia nos melhora;
Escutai sempre Clapton e Neil Young;
Assim como Pink Floyd e David Bowie;
E não deixeis cair o volume do som 102,1 de estação;
Mas livrai-nos do Pagode e do Axé. Amém!".