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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Dawkins again

Continuo a gostar do approach de Richard Dawkins.
Não vejo outra forma de nós (os ateus e céticos) defendermos e exigirmos tolerância e respeito, 'marcando território' claramente, afinal, quando se ouve sobre religião sempre fala-se em respeito, mas quando falamos em "não-religião" isso é "radical".


"O cientista britânico Richard Dawkins não se deu por satisfeito em vender mais de 1 milhão de exemplares de um livro contra a crença em seres divinos. Ele agora aponta sua artilharia contra o que considera superstições e pseudociência: da astrologia à mediunidade, da homeopatia ao tarô. O novo ataque do conceituado biólogo da Universidade de Oxford é o documentário 'Os inimigos da razão'.


Parte de um esforço (que muitos acham inútil) de desmontar as crenças e superstições que ele considera totalmente desprovidas de fundamento e provas, mas que convencem o público em vários países. Há duas formas de olhar o mundo – através da fé e superstição ou através do rigor da lógica, observação e evidência, por outras palavras, através da razão. A razão e o respeito pelas evidências são preciosas para a fonte do progresso humano e a nossa salvaguarda contra fundamentalistas e aqueles que lucram pela deturpação da verdade."
 

A raiz de todo o mal - Parte 1: Slaves to superstition (47 min)


A raiz de todo o mal - Parte 2: The irrational health service (48 min)




sábado, 20 de novembro de 2010

O Universo imperfeito só cria um Sagan

Esse mês, Carl Sagan faria 76 anos.
O mais querido dos ateus é reverenciado por praticamente todas as religiões, e já tem o seu segundo Carl Sagan Day.



Em seu livro "Universo Imperfeito", Marcelo Gleiser o cita umas dúzias de vezes, inclusive nas dedicatórias.
Gleiser ficou conhecido pelo público leigo por apresentar duas séries na rede Globo e narrar uma outra no Discovery.



Sagan parece que ganhou um discípulo brasileiro, na linha dos cientistas que defendem uma nova ciência, mais popular e menos pretenciosa, mas não menos comprometida com a realidade - dentro do que podemos medir e evidentemente dentro de determinados limites.

Dizer que "Universo Imperfeito" é totalmente para leigos é um pouco exagerado. O "leigo" que ele cita é alguém sem os mesmos requisitos matemáticos de um físico teórico, mas com razoável conhecimento de ciências e uma boa capacidade de extrapolar o senso comum e "aquilo que os sentidos podem captar".

Nesta sua obra, Gleiser narra todos os avanços da física de partículas e cosmologia até pelo menos 2 anos atrás, e defende a idéia de que a busca por uma teoria geral de unificação é o 'monoteísmo científico', ou seja, resquícios de influências religiosas na ciência.

Em suas alegações, cita as imperfeições e assimetrias do universo, afirmando - e com razão - que a natureza sempre se desdobrou e se transformou graças a elas e não a uma beleza e simetria platônica.

Nosso compatriota se diz um cético e em várias ocasiões criticou a postura dos "4 Cavaleiros do Apocalipse" (Richard Dawkins, Sam Harris, Daniel Dennet e Chritopher Hitchens), e para ele, a ciência deveria oferecer uma alternativa para as crenças que defendem um criador, um propósito para a vida inteligente, conexões causais da nossa existência, etc.

Curiosamente me parece que ele deu mais munição ainda a Dawkins, pois o que ele "deixa para Deus" é ser um criador estúpido e relapso, demonstrando claramente que o espaço deixado para Ele no conhecimento atual são uns poucos segundos após o Big Bang.

Acho que ele se diz cético para não confrontar demais o público "convencional", pois em diversas partes do livro ele escreve claramente sobre a completa impossibilidade da teoria de um criador e de alguma evidência para que tenhamos sido criados "com algum propósito".

Mas na linha dos defensores da comunhão da humanidade com o universo e de uma sociedade mais solidária e defensora do planeta acho mais interessante o Fritjof Capra, apesar de seus inúmeros críticos.

Mas para quem acha que de alguma forma Gleiser abre espaço para a perda de credibilidade da física teórica, num capítulo ele escreve: "...se alguém acha que algumas leis físicas dão  espaço ao relativismo cultural, eu sugiro que pule do alto de um telhado..."