São mais de 5 horas de duração!
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domingo, 20 de janeiro de 2019
5 Hours of Underrated Rock Music From the 70s
Um incrível trabalho de compilação de bandas de rock dos anos 70 (algumas dos 60) praticamente desconhecidas, ofuscadas por Led, Sabbath, Floyd, etc.
São mais de 5 horas de duração!
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quarta-feira, 13 de julho de 2016
No dia do rock
Foi o radialista Alan Freed que cunhou o nome Rock 'n' Roll ao ouvir Chuck Berry e outros.
O blues de 12 compassos, com toques de jazz, country e soul, nos presenteou com algo eterno.
Long live Rock 'n' Roll!
Neste dia de comemoração, um capítulo que vale a pena nesta época de escassez musical, onde a mediocridade acachapante impera.
O blues de 12 compassos, com toques de jazz, country e soul, nos presenteou com algo eterno.
Long live Rock 'n' Roll!
Neste dia de comemoração, um capítulo que vale a pena nesta época de escassez musical, onde a mediocridade acachapante impera.
sábado, 2 de março de 2013
A vingaça dos velhos headbangers
Há uns dias atrás junto com um velho amigo, relembrava nossa juventude nos anos 80, quando descobrimos o heavy metal.
Era 1983, 12 para 13 anos, quando ele chega com um EP (é um LP pequeno com menos músicas) desconcertantemente agressivo para a época, o Maden Japan do Iron Maiden.
As coisas chegavam por aqui com um ou dois anos de atraso mas fomos arrebatados pela música, estilo e claro, nessa mistura, o contestador e anárquico conteúdo.
Logo depois ele apareceu com o Piece of Mind, também do Iron Maiden, quando juntamos com o British Steel do Judas Priest de outro amigo, o Gratest Hits do Queen (ok, não é metal, mas como diz a música, "os metaleiros também amam" - e como podemos ver, tem senso de humor - além disso fazem parte da pré-história do metal) e o Crusader de Saxon meus e por fim, mas sendo só o começo, o Metal Health do Quiot Riot de um outro.
Devorávamos o que aparecia e juntávamos todas os parcos trocados para correr atrás de material novo e se possível importado (as prensagens de bolachão de rock no Brasil eram bastante precarias).
Iron Maiden, Judas Priest e Saxon foram os detonadores, e apartir daí Whitesnake, Van Halen, AC DC, Twisted Sister, Kiss e por aí vai.
Posteriormente esse caldo nos remeteu às origens e as variantes do bom rock e daí foram lotes de Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath, Pink Floyd, Rush, Who, Cream, Secos & Molhados, Jethro Tull, Mutantes, Hendrix, Plebe Rude e zilhões de outras coisas. Claro que jazz e blues mais tarde seriam inevitáveis.
Gravávamos algumas coisas em K7 e levávamos para dentro da sala de aula, mas os "anarquistas" que botavam fogo na lanchonete, roubavam pilhas nos mercados e saiam na porrada de vez em quando, no fim, respeitavam bastante os professores, não matavam os pais e nem uns aos outros.
No fim da história, ou melhor, do início pro meio dela, olhando nossos amigos, fomos nós que os professores e diretores mais gostavam e fomos os que, de um jeito ou de outro, criamos algo diferente do padrão pra vida.
O buraco musical dos anos 90 e início dos anos 2000 pareceu enterrar o heavy metal (glam metal e nu metal foram vertentes bastante amaldiçoadas por nós), mas os quarentões não se rendem tão facilmente e influenciando uma nova geração que não sucumbiu as mediocridades das divas e dos astros mauricinhos, resgataram seus heróis e junto com eles uma nova leva de grupos promissores aparecem nos últimos anos.
Como lembra o antropólogo Sam Dunn, a cultura heavy metal continua sendo a cultura dos excluídos.
Outro velho amigo brincou dizendo que somos velhos patéticos ouvindo música clássica.
De fato, nossos ídolos passaram para o "clássico", mas como não deixar de comparar duas ou três gerações que contestavam uma série de coisas para outras cujo máximo da rebeldia é comprar ipod's, usar anel de compromisso e fazer promessas de casamentos puros (sim, virgens!)?!
Fico feliz em ver que nossas escolhas foram boas o bastante para sobreviver à história. Fico feliz em ter sido um adolescente que descobriu isso bem naquela época.
O nascimento do heavy metal nos subúrbios industriais londrinos e sua adoção quase instantânea na região do ABC paulista, na época, um subúrbio metalúrgico de São Paulo.
É divertido ver em que irmandade se tornou o heavy metal e suas vertentes.
É gostoso ver os sessentões ou setentões cuspindo sangue e voando por cima da platéia ainda ou simplesmente vestindo um jeans e uma camiseta, fazerem uma música consistente e de qualidade, enchendo locais com gente de todas as idades.
Por outro, foi deprimente ver o que algumas bandas se tornaram ao entrar pro mundo dos contratos milionários. É difícil ver alguma dessas bandas manter o espírito do rock e principalmente do heavy.
Dee Snider do Twisted Sister reconheceu que é complicado fazer um som agressivo e de protesto quando se mora numa mansão, o que nos remete a Lacan que diz que a angústia é a única fonte de criação.
Seja como for, parodiando o pequeno-grande Ronnie James Dio (aliás o inventor do tal símbolo "manual" do heavy metal), "long live rock'n roll"!
E que meus amigos não fiquem surdos nem com cirrose para podermos celebrar etilicamente, mesmo que em cadeiras de rodas e com fraldões geriátricos, o bom e velho metal.
Up the irons!!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Pra te salvar do carnaval
Post do blog do Régis Tadeu: A volta triunfal do Van Halen em ótimo disco
Título e link: A Different Kind of Truth
01. Tattoo
02. She’s The Woman
03. You And Your Blues
04. China Town
05. Blood And Fire
06. Bullethead
07. As Is
08. Honeybabysweetiedoll
09. The Trouble With Never
10. Outta Space
11. Stay Frosty
12. Big River
13. Beats Workin’
14. The Downtown Sessions (Acoustic Set-Panama-You And Your Blues-Beautiful Girls)
Mas era isso aí, um heavy sem pretensões, divertido, leve (apesar de ser heavy! rs) e inovador. David Lee Roth é um verdadeiro vocal do Glan Rock (um precursor do metrosexual no heavy metal - rs), acompanha de um baterista de mão cheia (que queria ser guitarrista) Alex Van Halen e um guitarrista ímpar, da lista dos top ten dos melhores de todos os tempos, Eddie Van Halen (que queria ser baterista). Deixo de comentar baixista Michael Antonny.
Uma curiosidade: o "padrinho" deles foi Gene Simons do Kiss.
Quem quiser dar uma olhada num post magnífico deles no Brasil em 1983 clique aqui!
Título e link: A Different Kind of Truth
01. Tattoo
02. She’s The Woman
03. You And Your Blues
04. China Town
05. Blood And Fire
06. Bullethead
07. As Is
08. Honeybabysweetiedoll
09. The Trouble With Never
10. Outta Space
11. Stay Frosty
12. Big River
13. Beats Workin’
14. The Downtown Sessions (Acoustic Set-Panama-You And Your Blues-Beautiful Girls)
Para os 'novinhos', pra se ter uma idéia do tipo de rock'n roll feito pelo Van Halen (o original, antes do Sammy Hagar), uma das cláusulas nos contractos dos "Van Halen" era a exigência de uma taça de M&M's, mas sem os marrons. Se encontrassem um M&M marrom o contracto seria anulado.
Uma brincadeira numa época em que se podia não ser politicamente correto e não ser processado pelo Spike Lee. Hoje não falaríamos "M&M's marrons" mas sim "chocolates com diferentes origens étnicas".
Mas era isso aí, um heavy sem pretensões, divertido, leve (apesar de ser heavy! rs) e inovador. David Lee Roth é um verdadeiro vocal do Glan Rock (um precursor do metrosexual no heavy metal - rs), acompanha de um baterista de mão cheia (que queria ser guitarrista) Alex Van Halen e um guitarrista ímpar, da lista dos top ten dos melhores de todos os tempos, Eddie Van Halen (que queria ser baterista). Deixo de comentar baixista Michael Antonny.
Uma curiosidade: o "padrinho" deles foi Gene Simons do Kiss.
Quem quiser dar uma olhada num post magnífico deles no Brasil em 1983 clique aqui!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Retiro espiritual
Televisão realmente é uma coisa educativa.
Nos ensina o que NÃO gostar, ler ou fazer.
Mas é até cômico, mesmo sendo trágico.
Zapeando desesperado entre os 230 canais de idiotices e filmes repetidos (a TV a cabo não nos poupa da raiva de, por exemplo, "repetir de modo inédito" Piratas do Caribe 918 vezes ou a série House inteira, 2597 vezes), me deparei com um sucesso que eu "desacreditei". Veja o nível num trecho: "Ela tá de saia, de bicicleta, uma mão tá no guidão, outra tá na calcinha".
Não sei o que dizer disso. Achei que Rebolation seria o fundo do poço na música...
Sem grandes pesquisas, apenas de memória podemos fazer uma lista do que deveria ser incinerado em fornos de plasma: Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Fresno, Banda Eva, os sertanejos romântico-bregas, os viadinhos do estilo Jonas Brothers e as demais coisas desse abominável mundo teen, KLB, Pitty, Sandy e Jr., Mariah Carey, Fábio Jr., Lady Gaga... ufa, passaria escrevendo mais uns 200 Gbytes de criaturas desprezíveis.
São como pragas que se reproduzem sem controle, uma infinidade de absolutos lixos musicais.
Quando vejo ou ouço essas coisas já não sei se concordo com liberdade de expressão e democracia. Fico achando que ela era boa só pros gregos.
O que me consola é que esses dejetos são varridos da história após um curto espaço de tempo...
De fato, gosto não se discute; mas qualidade (alguma pelamordedeus!), sim.
Ouça as suas merdas, mas não obrigue que ninguém mais as ouça, principalmente porque você deveria ter vergonha disso.
Gostava quando o João Gordo e o Regis Tadeu quebravam discos com martelo, afirmando sem meias-palavras: "Isso é uma merda!".
Deprimido e sem esperança no mundo (bem dramático não?), apanhei alguns utensílios para uma purificação espiritual. Selecionei apenas alguns que já seriam suficientes: Led, Clapton, Floyd, Secos & Molhados, Bo Didley, Frejat, BB King e, pra fechar com bom humor, Premê e Joelho de Porco.
Antes de começar a meditação musical repeti 3 vezes em voz alta a prece do titio Marco Antônio:
"Elvis Presley que estais no céu;
Muito escutado seja Bill Haley;
Venha a nós o Chuck Berry;
Seja feito barulho à vontade;
Assim como Hendrix, Sex Pistols e Rollings Stones;
Rock and roll que a cada dia nos melhora;
Escutai sempre Clapton e Neil Young;
Assim como Pink Floyd e David Bowie;
E não deixeis cair o volume do som 102,1 de estação;
Mas livrai-nos do Pagode e do Axé. Amém!".
Nos ensina o que NÃO gostar, ler ou fazer.
Mas é até cômico, mesmo sendo trágico.
Zapeando desesperado entre os 230 canais de idiotices e filmes repetidos (a TV a cabo não nos poupa da raiva de, por exemplo, "repetir de modo inédito" Piratas do Caribe 918 vezes ou a série House inteira, 2597 vezes), me deparei com um sucesso que eu "desacreditei". Veja o nível num trecho: "Ela tá de saia, de bicicleta, uma mão tá no guidão, outra tá na calcinha".
Não sei o que dizer disso. Achei que Rebolation seria o fundo do poço na música...
Sem grandes pesquisas, apenas de memória podemos fazer uma lista do que deveria ser incinerado em fornos de plasma: Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Fresno, Banda Eva, os sertanejos romântico-bregas, os viadinhos do estilo Jonas Brothers e as demais coisas desse abominável mundo teen, KLB, Pitty, Sandy e Jr., Mariah Carey, Fábio Jr., Lady Gaga... ufa, passaria escrevendo mais uns 200 Gbytes de criaturas desprezíveis.
São como pragas que se reproduzem sem controle, uma infinidade de absolutos lixos musicais.
Quando vejo ou ouço essas coisas já não sei se concordo com liberdade de expressão e democracia. Fico achando que ela era boa só pros gregos.
O que me consola é que esses dejetos são varridos da história após um curto espaço de tempo...
De fato, gosto não se discute; mas qualidade (alguma pelamordedeus!), sim.
Ouça as suas merdas, mas não obrigue que ninguém mais as ouça, principalmente porque você deveria ter vergonha disso.
Gostava quando o João Gordo e o Regis Tadeu quebravam discos com martelo, afirmando sem meias-palavras: "Isso é uma merda!".
Deprimido e sem esperança no mundo (bem dramático não?), apanhei alguns utensílios para uma purificação espiritual. Selecionei apenas alguns que já seriam suficientes: Led, Clapton, Floyd, Secos & Molhados, Bo Didley, Frejat, BB King e, pra fechar com bom humor, Premê e Joelho de Porco.
Antes de começar a meditação musical repeti 3 vezes em voz alta a prece do titio Marco Antônio:
"Elvis Presley que estais no céu;
Muito escutado seja Bill Haley;
Venha a nós o Chuck Berry;
Seja feito barulho à vontade;
Assim como Hendrix, Sex Pistols e Rollings Stones;
Rock and roll que a cada dia nos melhora;
Escutai sempre Clapton e Neil Young;
Assim como Pink Floyd e David Bowie;
E não deixeis cair o volume do som 102,1 de estação;
Mas livrai-nos do Pagode e do Axé. Amém!".
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