Domingo fomos visitar um casal de amigos que tem um filho de uns 2 ou 3 anos (nunca lembro a idade dessas coisas).
Como de praxe, eles acham que a criança é de açúcar e não pode sair de casa ou não querem incomodar ninguém (o que seria uma benção), por isso sempre marcam coisas em suas próprias casas.
Tenho casais de amigos com filhos e sem filhos e, para minha felicidade e a do mundo, o número dos "sem" está aumentando.
Invariavelmente, dos "com" ouço a mesma idiotice: "O Coisa não gosta de criança".
Não sei que espécie de estúpido é capaz de dizer algo desse naipe. Devolvo sempre com uma "contrapergunta": "Você gosta de adulto?".
Em geral a resposta é uma pausa. A maioria das pessoas que fazem uma afirmação idiota tem a capacidade cerebral deficitária e requer grande delay no processamento das informações.
Pois é, crianças ou adultos são indivíduos. Você pode gostar de uns e de outros não.
Admito que a grande maioria dessas coisas sub-humanas não me agradam muito. Elas se cagam, se mijam, vomitam, babam, tem um cabeção, gritam, choram, não tem o mínimo de dicção e são sádicas.
Mas a parte lamentável que quero enfatizar é a da perpetuação do padrão de comportamento masculino, diga-se de passagem, uma responsabilidade feminina.
Eu sempre disse (em outros posts escrevi sobre isso) que as mulheres é detém o controle e o poder da escolha.
Nós, os panacas, ficamos com a ilusão da força e do poder, pelo simples fato de nos ser permitido a ação.
Dentre n banalidades e lugares comuns, vou resumir com um exemplo como as fêmeas não sabem usar o poder que tem.
A esposa do meu amigo se queixou de que ele não ajuda muito em casa. Algo bem original e inédito, não?
Eu o conheço bem. Educação tradicional. Mamãe fazia tudo, saiu de casa direto pro casamento, ou seja, nunca morou sozinho (bato sempre nessa tecla), etc.
E lá estava ela a criar mais um monstrinho no mundo.
Mimado, sem ouvir um não e, já de cara, sem aprender o que a vida martelará na sua cabeça: uma sucessão de 'nãos' e frustrações. E isso é a vida.
Uma fêmea perpetuando a desgraça para as próximas.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Brincadeira de gente grande
Meu último post passou pelos amigos "mortos" e por alto pelo casamento. De fato, independente de papel.
Creio que por ter sido criado por mulheres (avó, mãe e duas irmãs), desenvolvi certa admiração por estes seres esquisitos. Claro que algumas vezes tenho vontade de esganar minha esposa... rs e, no mais, como confiar num animal que sangra 5 dias e não morre?
Mas também sempre me surpreendeu o fato de que elas não tem noção do poder que tem.
Primeiro vamos deixar claro que homem é um bicho bundão.
Seu mundo gira em torno de como pode demonstrar sua força e da preocupação com o seu frágil "brinquedo que desmonta fácil".
Nenhum homem "ganha" uma mulher, apenas lhe é permitido por ela que ele o faça.
Não existe cantada ruim, mas sim, um cara que não interessa. Basicamente a diferença entre o Fábio Assunção dizer "você vem sempre aqui?" e o Bozó falar o mesmo.
Quem escolhe é sempre a mulher e ponto final.
O lado bom é que não somos responsáveis pelo prazer feminino se elas nem sequer sabem por onde começar e não conhecem o próprio corpo.
A crítica está na atribuição de criadora e educadora da mulher.
Elas educam o cafajeste pra ele ser aquilo que elas odeiam. Bizarro não?
Sempre achei que a paquera deveria ser algo como: "Haveria possibilidade de sexo?".
Se depois nos interessássemos mutuamente (se o sexo foi bom), trocaríamos telefone e iríamos para as banalidades.
Não adianta, o contato entre homem e mulher gera tensão sexual. Sempre!
Ops, falei que não iria entrar em discursos freudianos.
Sexo é brincadeira de adulto. Substitui o esconde-esconde, casinha, carrinho e futebol.
Meninas, se de fato vocês se preocupam se o sujeito vai ligar ou não no dia seguinte e se vai "pensar mal" de vocês, me poupem. É um erro grosseiro de lógica.
Se o cara "pensar mal" de você e não ligar mais, apenas significa que você se livrou de um babaca machista (ou você trepa mal pacas).
O machismo é uma espécie de comorbidade da covardia masculina.
O machinho medroso tem pavor de mulher que gosta de sexo. Sim, por mais paradoxal que pareça esse é o fato.
Uma mulher sexualmente ativa e bem resolvida põe em evidência o seu desempenho tão alardeado e ameaça o seu "brinquedo que desmonta fácil".
E afirmo, por experiência própria, que o bom romance —já que as meninas gostam dessa palavra, pode e talvez só apareça quando começamos pela via normal, que não é a que se vende nas revistas Capricho ou na qual vocês foram massacradas desde o nascimento.
Comigo?!
Ok.
Conheci a minha mulher na noite, e nos primeiros passos de dança (que dança? eu sou um saco de batatas!) ficamos mutuamente atraídos.
Nada de amor à primeira vista e babaquices que NÃO EXISTEM. Apenas tesão mesmo.
Queríamos nos comer e nada mais.
Depois dos amassos, telefone e tal.
Fim de semana seguinte fomos pra farra. Me armei de todas as estratégias do bom amante e tal.
Bobagem, ela me empurrou na cama e arrancou minhas calças! E olha que tenho quase 2 metros e 105 kg! (atenção ao senso comum novamente: não sou gordo, mas bodybuilder amador, hein?!)
Seis meses depois casamos. Juntamos os trapos como dizem.
Passaram-se 10 anos já.
E lembre-se do que eu já postei: "Ninguém faz amor, mas sim faz sexo. Amor se sente." - Flávio Gikovate.
Quem "faz amor" ou é burro, ou não sabe fazer sexo.
Em pleno século XXI acho interessante observar como as coisas retrocederam nos últimos anos no quesito sexualidade e machismo.
Não vou desatar a falar sobre Freud, Lacan ou Reich, mas vale lembrar que eles estão implícitos, quer vocês gostem ou não.
Na minha adolescência ouvi milhares de vezes a história: "mulher fácil é galinha". Bom, depois dos anos 60 fomos cada vez mais nos tornando mais caretas, apesar da banalização da nudez e das cenas de sexo. O sexo agora é de caráter mercantil, algo plástico. Não se desenvolveu a sexualidade em si, apesar dela estar em qualquer lugar.
Não vou desatar a falar sobre Freud, Lacan ou Reich, mas vale lembrar que eles estão implícitos, quer vocês gostem ou não.
Na minha adolescência ouvi milhares de vezes a história: "mulher fácil é galinha". Bom, depois dos anos 60 fomos cada vez mais nos tornando mais caretas, apesar da banalização da nudez e das cenas de sexo. O sexo agora é de caráter mercantil, algo plástico. Não se desenvolveu a sexualidade em si, apesar dela estar em qualquer lugar.
Mas vamos deixar essa parte pra depois.
Creio que por ter sido criado por mulheres (avó, mãe e duas irmãs), desenvolvi certa admiração por estes seres esquisitos. Claro que algumas vezes tenho vontade de esganar minha esposa... rs e, no mais, como confiar num animal que sangra 5 dias e não morre?
Mas também sempre me surpreendeu o fato de que elas não tem noção do poder que tem.
Primeiro vamos deixar claro que homem é um bicho bundão.
Seu mundo gira em torno de como pode demonstrar sua força e da preocupação com o seu frágil "brinquedo que desmonta fácil".
Nenhum homem "ganha" uma mulher, apenas lhe é permitido por ela que ele o faça.
Não existe cantada ruim, mas sim, um cara que não interessa. Basicamente a diferença entre o Fábio Assunção dizer "você vem sempre aqui?" e o Bozó falar o mesmo.
Quem escolhe é sempre a mulher e ponto final.
O lado bom é que não somos responsáveis pelo prazer feminino se elas nem sequer sabem por onde começar e não conhecem o próprio corpo.
A crítica está na atribuição de criadora e educadora da mulher.
Elas educam o cafajeste pra ele ser aquilo que elas odeiam. Bizarro não?
Sempre achei que a paquera deveria ser algo como: "Haveria possibilidade de sexo?".
Se depois nos interessássemos mutuamente (se o sexo foi bom), trocaríamos telefone e iríamos para as banalidades.
Não adianta, o contato entre homem e mulher gera tensão sexual. Sempre!
Ops, falei que não iria entrar em discursos freudianos.
Sexo é brincadeira de adulto. Substitui o esconde-esconde, casinha, carrinho e futebol.
Meninas, se de fato vocês se preocupam se o sujeito vai ligar ou não no dia seguinte e se vai "pensar mal" de vocês, me poupem. É um erro grosseiro de lógica.
Se o cara "pensar mal" de você e não ligar mais, apenas significa que você se livrou de um babaca machista (ou você trepa mal pacas).
O machismo é uma espécie de comorbidade da covardia masculina.
O machinho medroso tem pavor de mulher que gosta de sexo. Sim, por mais paradoxal que pareça esse é o fato.
Uma mulher sexualmente ativa e bem resolvida põe em evidência o seu desempenho tão alardeado e ameaça o seu "brinquedo que desmonta fácil".
E afirmo, por experiência própria, que o bom romance —já que as meninas gostam dessa palavra, pode e talvez só apareça quando começamos pela via normal, que não é a que se vende nas revistas Capricho ou na qual vocês foram massacradas desde o nascimento.
Comigo?!
Ok.
Conheci a minha mulher na noite, e nos primeiros passos de dança (que dança? eu sou um saco de batatas!) ficamos mutuamente atraídos.
Nada de amor à primeira vista e babaquices que NÃO EXISTEM. Apenas tesão mesmo.
Queríamos nos comer e nada mais.
Depois dos amassos, telefone e tal.
Fim de semana seguinte fomos pra farra. Me armei de todas as estratégias do bom amante e tal.
Bobagem, ela me empurrou na cama e arrancou minhas calças! E olha que tenho quase 2 metros e 105 kg! (atenção ao senso comum novamente: não sou gordo, mas bodybuilder amador, hein?!)
Seis meses depois casamos. Juntamos os trapos como dizem.
Passaram-se 10 anos já.
E lembre-se do que eu já postei: "Ninguém faz amor, mas sim faz sexo. Amor se sente." - Flávio Gikovate.
Quem "faz amor" ou é burro, ou não sabe fazer sexo.
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