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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Uma garrafa no oceano

Aqui do Wood só pros Stock's, que além dos "muitos amigos Pedros" (Rauzilto não perdoa) tem que encontrar sua significância e suas diretrizes sem o discurso das subjetividades culturais para justificar amoralidades (nunca o moralismo!).



Um devaneio para minha crença de que pouca gente compreenderá uma música como a abaixo, extremamente relevante na atualidade onde a "história antiga" (apesar de extremamente jovem - parafraseando aqui a profa Isabele Stengers eu seu ensaio espetacular "No tempo das catástrofes") se choca com a possibilidade de "uma outra história" (idem), somente possível para os que questionam o ladainha continuamente bombardeada de que somente as soluções "de ordem econômica" são possíveis (se já não houvesse tantos críticos contumazes antigos com argumentos incontestáveis, agora soma-se a história como atestado de um "futuro inexistente" para essas "soluções").

Enfim, mil coisas, como diria Charlie Brown...

Esqueça tudo acima... a música é linda... é o que basta.
Dos tempos em que ainda as faziam. Lynyrd Skynyrd (1973).





Simple Man

Tradução meia boca do www.letras.mus.br:

Mamãe me disse quando eu era mais jovem
Sente aqui do meu lado, meu único filho
E ouça com atenção o que eu vou te dizer
E se você escutar, isto vai te ajudar em algum belo dia
Oh yeah!

Não tenha pressa, não viva rápido demais
Dificuldades virão e passarão
Encontre uma mulher, e encontrará o amor
E não esqueça, filho, existe alguém lá em cima

E seja um tipo simples de homem
Seja algo que você ame e entenda
Seja um tipo simples de homem
Você vai fazer isso por mim, filho?
Se puder?

Esqueça seu desejo pelo ouro do homem rico
Tudo aquilo que você precisa está em sua alma
E você pode fazer, se você tentar
Tudo que eu quero para você, meu filho
É que esteja satisfeito

E seja um tipo simples de homem
Seja algo que você ame e entenda
Seja um tipo simples de homem
Você vai fazer isso por mim, filho?
Se puder?

Menino, não se preocupe, você se encontrará
Siga seu coração e nada mais
E você pode fazer, se você tentar
Tudo que eu quero para você, meu filho
É que esteja satisfeito

E seja um tipo simples de homem
Seja algo que você ame e entenda
Seja um tipo simples de homem
Você vai fazer isso por mim, filho?
Se puder?

Querido, seja um homem simples
Seja algo que você ame e entenda
Querido, seja um homem simples



domingo, 3 de janeiro de 2016

Viajar é...

Enfim acabei cedendo à amolação da conjugue e acabei viajando no fim de ano.


Para definir sinteticamente o que é viajar vamos avaliar algumas questões lógicas e categorizar algumas coisas.

Supondo que seu lar não seja apenas um dormitório, ou seja, aqueles locais onde as pessoas que trabalham o dia inteiro passam a noite para no dia seguinte voltar a trabalhar e no fim de semana tentar se recompor para voltar a trabalhar na semana seguinte, supõe-se que o lar seja um lugar onde estão todas as coisas que você gosta, preza e de fato você curte cotidianamente. É aquela área do felino que eles urinam em cada canto pra demarcar seu espaço.

Independente de sua condição sócio-econômica, o lar (como eu disse no início, se não for o “cubículo-dormitório”) é aquele canto mágico onde estão todos os seus símbolos pessoais de aconchego e segurança. Ancestralmente, nenhum lugar pode ser melhor que este.

Então por que diabos me atormentam para sair dele???

Desculpas bizarras sobre conhecer outros locais, pessoas e culturas é uma balela. A maioria (creio que todas) das pessoas “viajadas” que conheço são as mais ignorantes, e pior, arrogantes da “turma”.

Em geral são os bossais que tiram foto “segurando” a Torre de Pisa (e demais poses e selfies a la facebook) e compram quinquilharias (que tem na 25 de março) de lembrança para amigos e parentes.

“Cultura”?! Só de passagem sem fazer outras consultas e forçar a memória, Kant nunca saiu de seu vilarejo e mesmo assim se tornou um dos grandes filósofos da modernidade.

Ninguém adquiri cultura fora se não tiver cultura antes de sair.
Paradoxalmente depois de construir (um caminho infinito) certa bagagem cultural percebe-se que “não é preciso ir a Lua para conhece-la razoavelmente bem”.

Enfim, depois do trânsito (ainda que pouco, admito, já que fui há um local rural isolado), sorrisos hipócritas a desconhecidos e papo de elevador com companheiros de cela, ops, de pousada, pude sintetizar minha definição de viagem:

Viajar é deixar tudo o que você gosta para trás e ainda por cima pagar por isso.