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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Mais auto-testes

Fiz um pequeno exame de sangue há poucos dias.
Os outros exames, para fins do que desejo defender, não vem ao caso.
 
Primeiramente deve-se considerar que sou um ser humano “normal” praticamente igual a todos os meus pares de espécie. Nada muito diferente existe entre nós, exceto em alguns POUCOS (percentualmente) casos de doenças hereditárias, má formações genéticas, etc.
 
Há muitos tempo sou contrário a pirâmide nutricional convencional (pouca gordura, médios carbos, muitos vegetais) e aos dogmas alimentares sustentados em boa parte pela indústria alimentícia, pesquisas financiadas pelas mesmas e um mar de médicos inaptos ao exercício da profissão
 
Sempre fui um praticante contumaz de atividades físicas e consumidor ávido de proteínas e gorduras com pouco ou em algumas épocas nenhum carboidrato. Nunca tive nenhuma alteração considerada “anormal” em minhas taxas de triglicérides, colesterol, etc.
 
Há dois anos parei completamente TODA atividade física. Uma sequência de lesões culminando com diagnósticos bastante péssimos com diferentes especialistas me deu a perspectiva de que só poderia fazer atividades leves.
 
Como não sou muito a feito a coisas “leves” optei pelo ‘foda-se’ e aproveitei para fazer outros testes comigo mesmo, para comprovar que Darwin realmente estava certo.
Imaginei que, sendo uma pessoa não submetida ao stress da sociedade competitiva (vivo de maneira simples como escolhi por isso me dou ao luxo - isso sim é luxo - de trabalhar muito pouco e ter muito tempo livre), nada que eu comesse (desde que bem pouco) me faria mal, ainda que completamente sedentário.
 
Evoluímos para sobreviver e passar privações, porém nos últimos 100 anos em especial fomos educados a termos todos os desejos realizados e a não sermos submetidos a frustrações sem compensação.
A nossa biofísica indica que evoluímos para comer qualquer coisa que nos forneça energia para sobreviver e quase nada nos faz mal (evidentemente que estamos falando de coisas que os animais comem e livres de venenos ou substâncias notadamente tóxicas), porém, em quantidades bem pequenas, pois era o que conseguimos obter na competição direta com outros animais.
 
Como eu disse, nos últimos dois anos a atividade física foi ZERO. Nem sequer atravessar a rua eu fiz.
A dieta foi a do tipo tosca, com muita pizza, cachorro quente cheio de maionese, miojo, pururuca, frango frito, omelete e por aí vai. Fora a ausência completa de horários e regras. A única regra foi a que, seja lá o que comesse, que fosse pouco.
 
Alguns dias chegava a fazer apenas uma refeição no dia.
 
Resultado (primeiro o obtido depois o desejado):
 
  • DOSAGEM DE ÁCIDO ÚRICO:  5.2 mg/dL - MASCULINO: 2.5 a 7.0 mg/dL
  • HDL - COLESTEROL: 69 mg/dL - Superior a 40 mg/dL
  • LDL - COLESTEROL: 90 mg/dL - Ótimo: Inferior a 100 mg/dL
  • DOSAGEM DE COLESTEROL: 182 mg/dL  - Desejável: Inferior a 200 mg/dL
  • DOSAGEM DE GLICOSE: 101 mg/dL - 70 a 99 mg/dL
  • TRIGLICÉRIDES : 116 mg/dL – Ótimo: Inferior a 150 mg/dL
  • HORM. TIREOESTIMULANTE (TSH) : 0.847 uUI/mL - 0.270 a 4.50 uUI/mL
 
Os resultados, até para o que eu esperava, foram surpreendentemente bons. A dosagem de glicose foi ligeiramente acima do máximo. Além de poder ser uma oscilação normal devemos acrescer às tolerâncias das medições.
 
Evidentemente que isso não é uma pesquisa válida e nem sequer uma sugestão de vida, porém, associados ao que se temos notícias dos grandes longevos do mundo, a uma forte indicação que não é a comida nem o sedentarismo nosso grande vilão, mas sim, a maldita sociedade competitiva e individualista em que estamos (estão, eu tô com um pé fora) submetidos.
 
A longo prazo o que aconteceria (ou o que vai acontecer)?
Ninguém pode afirmar, nem ao menos as péssimas pesquisas dirigidas que temos.
Apenas como exemplo, quando ler uma pesquisa verifique quem fez, qual o instituto e qual o patrocinador direto e indireto. Soma-se a isso a péssima (intencional ou não)  amostragem, que é sempre muito homogênea: populações urbanas culturalmente semelhantes e submetidos à mesma insalubridade.
Por que não pegar 1000 inuítes, 1000 paulistanos, 1000 guaranis, 1000 aborígenes, 1000 etíopes, etc?
 
Agora, se você for no tal médico reducionista, se for início de diabetes te darão metformina, se for colesterol alto te darão alguma estatina, se o T3 tiver baixo te darão alguma tiroxina, e por aí vai.
 
O comum em toda a recomendação vai ser o chavão: "dieta e exercícios".

A vida das pessoas ficou péssima. Gente sujeita a stress diário, relacionamentos ruins, intolerância à frustração, falta de significância no trabalho, falta de atividades criativas e intelectuais e uma completa incompreensão da diferença de trabalho e labor.

E a culpa, veja só, é do toucinho...
 
 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Será que a lógica e o bom senso prevalecerão?

Não gosto de postar sobre dietas mas acho que este é meu terceiro (primeiro, segundo) post sobre o assunto. Meu 'sempre' e meu 'nunca' tem a mesma duração: hoje.

A pirâmide nutricional parece que finalmente será revista.
Finalmente parece que os dogmas alimentares sem sentido irão ruir, como já defendiam os marombeiros e até mesmo nossas avós. Para a única turma em que certas bobagens faziam sentido eram para as indústrias (por motivos óbvios) e profissionais que estudaram apenas burocraticamente em nome dos seus "canudos", mas como a grande imprensa e o público em geral 'engole' (trocadilho infame com o tema) qualquer coisa...

A nova orientação da Academy of Nutrition and Dietetics foi bastante enfática (do blog do Dr Souto):

  • "Deve-se notar que NENHUM estudo incluído na revisão sobre doença cardiovascular identificou a gordura saturada como tendo associação desfavorável com doença cardiovascular"
  • "Nós sugerimos que as próximas diretrizes ajudem as pessoas a adotar dietas que não são as recomendadas até hoje, tais como uma dieta de baixo carboidrato, para ajuda-las a fazer escolhas mais saudáveis dentro deste tipo de dieta."
  • "O consumo de carboidratos leva a um maior risco cardiovascular do que o consumo de gordura saturada. (...) As evidência de múltiplos estudos estimaram o impacto da gordura saturada  [no risco cardiovascular] como sendo próximo de ZERO."
  • "A Academia apoia a decisão de não mais limitar o consumo máximo de colesterol a 300 mg por dia, visto que as evidências disponíveis mostram que não a relação significativa entre o consumo de colesterol na dieta e o colesterol sérico"
  • "No mesmo espírito de não mais limitar o colesterol diário, a Academia sugere que haja uma revisão semelhante no que diz respeito à gordura saturada, tirando a ênfase da mesma como nutriente digno de preocupação. Embora haja vários estudos ligando a ingestão de gordura saturada e níveis de LDL, isso é IRRELEVANTE para a questão da relação entre dieta e risco cardiovascular"
  • "Há um consenso crescente de que uma recomendação única de consumo de sódio para todos os americanos é inadequada, devido ao crescente corpo de literatura sugerindo que os baixos valores de sódio atualmente recomendados estão na verdade associados a um AUMENTO DA MORTALIDADE para indivíduos saudáveis."
Notem o último item. É sobre o sal.
Alguns poucos bons médicos já orientavam que reduzir o sal para portadores de distúrbios de pressão só tem efetividade em pequena porção dos pacientes, mas por causa de protocolos generalistas a maioria dos outros profissionais insistia em satanizar o sal. Médicos lidam com seres humanos e não com um conjunto de órgãos, portanto, tem obrigação maior em continuar estudando e sendo críticos com pesquisas, principalmente as patrocinadas por laboratórios farmacêuticos e indústrias alimentares.
O Prof Dr Marombeiro Mauro Di Pasquale sempre alertou para os interesses da indústria alimentar na manutenção dos mitos nutricionais. 
Carne em pacote é feia, tem um péssimo marketing e baixas margens de lucro para as indústrias, as principais manipuladoras das pesquisas de dietas com altos carbos e a mítica atual do grão integral, associa-se a isso médicos tecnicistas que não estudam (além do mínimo burocrático) e acham que medicina se resume a exames/remédios e tá feita a calamidade!

Mais um duro golpe no senso  comum. Durma-se com um barulho desses.



sexta-feira, 7 de março de 2014

Dieta do trigo, milagre ou fato?

Sempre defendi que deveríamos eliminar os carboidratos da dieta, ou no mínimo restringir seu consumo ao máximo. Para mim e inúmeros pesquisadores, a pirâmide nutricional aceita como dogma deveria ser quase o oposto do que ela é.

Não costumo dar muita atenção para dietas da moda, mesmo porque, como marombeiro contumaz (admito que há meses em pausa forçada) sempre li sobre biomecânica, educação física e nutrição, o que elimina as místicas soluções alimentares.

Li apenas dois livros sobre dietas, o primeiro foi "A solução anabólica para fisiculturistas" do Dr Mauro di Pasquale, que demonstra cientificamente a eficiência das opções já utilizadas por vários bodybuilders há décadas. Dr Mauro é médico e ex-atleta.
Essa eu testei e aprovei, tanto do ponto de vista estético quanto de saúde.

O segundo foi "Barriga de trigo" do Dr William Davis, que me despertou curiosidade graças a mente científica do autor, quebra de dogmas e investigação a respeito dos transgênicos.
Ao contrário da maioria dos médicos que não estuda mais depois que se gradua (a tradicional burocracia acadêmica - o que pouco tem a ver com ciência), Dr Willian Davis estuda e mantém seu espírito científico, o que permite questionar pesquisas, buscar informações longe dos holofotes e ter a confiança em suas posições até para testar em si mesmo suas teorias (adoro fazer isso!).

Como diria o professor Carl Sagan, seja cético inclusive com o ceticismo.

São mais de 300 páginas recheadas de pesquisas científicas, relatos de casos médicos e excelente biografia.
Além de falar do trigo, trata dos problemas com a gordura visceral, segurança dos transgênicos e alternativas nutricionais
Sinteticamente o que ele expõe:
  • é seguro dizer que o trigo está presente na alimentação humana desde os natufianos perto do final do Pleistoceno, mais ou menos em 9500 AC.
  • o que comemos hoje como trigo, é tão trigo como nós somos primatas. O trigo einkorn e emmer são as variedades originais quase extintas.
  • apesar da hibridização ter começado há muitos séculos, as manipulações genéticas datam apenas do século XX, por volta dos anos 40 (a posterior adoção maciça do trigo transgênico coincide mais ou menos com a explosão nos casos de obesidade).
  • com intuito de aumentar a produtividade, tornar o trigo resistente aos herbicidas, facilitar sua colheita e aumentar a maleabilidade dos grãos, várias proteínas, mais precisamente polímeros,  foram adicionados, incluindo glútens (que são polímeros das famílias das gliadinas a das gluteninas) nunca antes existentes.
  • essas alterações também fizeram do trigo o cereal com a mais alta dose de amilopectina A, um carboidrato de altíssimo índice glicêmico (IG), que portanto eleva brutalmente a insulina no sangue e consequentemente a famigerada "bóia" abdominal.
  • em mais uma prova de sua mente científica, dr Willian Davis coloca: "o porque do corpo preferir a região abdominal para armazenar gordura e não o topo da cabeça ou o ombro esquerdo ainda é um completo mistério para a ciência médica". Lembrem-se que simplesmente alegar que é porque ali tem mais células adiposas não revela a origem do problema.
  • o pão branco (com trigo moderno) tem um IG de 69, enquanto o açucar comum tem um IG de 59. Você fiel consumidor de pães integrais pasme: o pão de trigo integral tem IG de 72!
  • tendo o próprio autor sensibilidade ao trigo, ele correu o mundo atrás do eikorn para colocá-lo à prova: consumindo exatamente 100 gr de pão de eikorn (massa mais compacta, com coloração mais amarelada e gosto levemente "castanhado"), sua glicose foi de 84 mg/dL para 110 mg/dL (uma alteração esperada) e sem consequências físicas posteriores; no dia seguinte, consumindo 100 gr  de pão de trigo moderno, sua glicose foi dos mesmos 84 mg/dL para 167 mg/dL, acompanhado pouco tempo depois de náuseas, cólicas e insônia, além de dificuldade de conentração, com duração dos sintomas de até 36 horas.
  • graças a sua alta dose de amilopectina A, o consumo dos derivados de trigo estão intimamente ligados à obesidade e a diabetes.
  • o aumento de casos de doença celíaca (há indícios de que os casos - por percentual da população - da mesma quadruplicaram por volta dos anos 40) parecem estar diretamente ligado à inclusão de novos glútens e o aumento da quantidade dos previamente existentes.
  • o glúten, ao passar pelo processo de digestão transforma-se numa mistura de polipeptídios, sendo que os predominantes atravessam a barreira hematoencefálica e ligam-se a receptores de morfina, da mesma maneira que as drogas opiáceas, portanto, o trigo vicia mais do que outros carboidratos.
  • os relatos documentados de seus pacientes e vários outros grupos estudados incluem ligações em diversos níveis com psicoses, depressão, TDAH, inflamações gástricas e intestinais, artrites, doenças auto-imunes, diabetes entre outros.
Minhas conclusões?

O livro é bastante coerente e repleto de boas fontes. 
É bastante plausível colocar nosso trigo 'biônico' na mira, assim como outros transgênicos, afinal essas manipulações visam apenas o lucro, porém admito ser bastante difícil ficar longe deles.
Quando o capital entra pomposo pela porta da frente a ética sai escorraçada pela porta dos fundos.
Monsanto, Cargill, ADM e outras gigantes com certeza não concordam com essas pesquisas.
Devemos lembrar que não são apenas dietas ricas em carboidratos que elevam a insulina no sangue. Dietas de restrição calórica, principalmente longos períodos sem alimentação, também fazem com que a insulina suba rapidamente com qualquer comida, que aliado a perda de massa magra, provocará a médio prazo a diminuição ou estagnação da perda de gordura devido a queda no metabolismo basal.

Praticamente metade do livro trata dos malefícios da gordura visceral e da diabetes, o que definitivamente não se pode atribuir somente ao trigo. O fato dele ser o cereal mais consumido no mundo e compôr a maior parte do carboidrato ingerido pelas pessoas o coloca em uma situação de alvo fácil.

Também devemos levar em consideração que o consumo de derivados de trigo nos EUA é bem maior que aqui. Se Vênus é um vislumbre da Terra sob efeito estufa, os EUA são um vislumbre do Brasil se continuarmos trocando nosso feijão com arroz por massas e aumentando dramaticamente o consumo de bolachas, muffins e outras porcarias.

Por fim, para quem consome carboidratos com moderação e salvo casos muito específicos, um pãozinho francês ou umas fatias de pizza devem fazer tão mal quanto um copo de refrigerante ou um porre de vez em quando, afinal somos humanos... eu acho.




segunda-feira, 15 de março de 2010

Dieta de catso de barata marinha

Mais uma dos "cientistas": a dieta Eco-Atkins.

É inacreditável a ignorância das pessoas e essa pseudo-ciência dos nutricionistas e pesquisadores da área.

Soma-se a isso a busca por milagres, o culto ao corpo e uma indústria ávida por lucros fáceis e pronto; está instalado o show de banalidades.

Inicialmente vou dar uma breve explicação sobre essa dieta.

A dieta do Dr. Atkins é uma dieta baseada em mudança de metabolismo do corpo e não de quantidade calórica. Basicamente ela é baseada em gorduras e proteínas.
A dieta Eco-Atkins utiliza gorduras e proteínas vegetais para atingir o mesmo objetivo, mas com a chatice de supostamente ser ecológica e reduzir os níveis de colesterol.

Antes de mais nada, deixo claro que adoro carne, mas sou absolutamente contra a crueldade desnecessária com animais, bem como exageros (se bem que um rodiziozinho de vez em quando até que é divertido!).


Mas é babaquice (além de burrice mesmo) achar que ser ecologicamente correto é comer apenas "alface". Primeiro, pois nosso corpo possui um aparelho digestivo totalmente desenvolvido para o consumo de todos os tipos de alimentos, e depois, que somente um idiota completo acharia que a redução de pastos pelo consumo de "alface" iria preservar alguma mata nativa, afinal, onde eu planto as "alfaces"?

E o pior, quanto de "alface" é necessária para suprir a demanda energética de um adulto?
Não tenho dados disponíveis, mas me parece lógico que se 7 bilhões de pessoas no mundo resolvessem comer só "alface" teríamos um desastre ecológico sem precedentes.

Observações feitas, volto às dietas.


Desde o início do século passado os fisiculturistas já faziam essas dietas e conseguiam reduzir sua gordura corporal subcutânea a quase zero (zero é impossível, exceto em cadáveres). Esse conhecimento não somente foi adquirido de maneira empírica mas também com profissionais da área que desenvolviam suas próprias pesquisas.


A maioria dos pesquisadores é financiada por indústrias que não tem muito interesse em que se compre um mero pedaço de carne no açougue (o que se pode agregar numa bandeja de carne? que apelo de marketing seria possível?), e principalmente, que as pessoas não desejem seus "miraculosos" suplementos e pílulas. Outros cientistas, formados por essa educação tecnicista, se baseiam em pesquisas deficientes ou de origem suspeita que, pra eles, são inquestionáveis.


Minha avó sempre dizia que comida boa não faz mal.

De fato, comida não faz mal. Vida ruim faz mal; comida não. 
Você já ouviu falar em esquimó com pressão alta ou enfarte? Eles só (ou quase) comem gordura de foca e, sinceramente, acho pouco viável plantar alface no Alaska.

Os grandes vilões da nossa sociedade moderna são o colesterol, o tríglicérides e a glicose (vide o diabetes).

É cômico (se não fosse trágico) quando vejo aquele sujeito infeliz, mal casado, que trabalha como um escravo e que vive num amontoado de gente que mal se olha na cara falando que não come gema de ovo e nem carne vermelha porque faz mal.

O combustível primordial do corpo é o glicogênio, e tudo o que se come, de um jeito ou de outro, vira glicogênio. O colesterol, os triglicerídeos e a glicose são combustíveis de alta qualidade armazenados sob formas específicas, que num corpo sedentário e numa mente mal tratada, estressada e infeliz vira veneno.


Tirando os produtos refinados (e tudo o que se deriva deles) e as gorduras industrializadas, nada faz mal.

Os casos em que há algum problema de processamento de gorduras ou desequlíbrios hormonais talvez requeiram uma abordagem mais ortodoxa, mas eu teria ressalvas em aceitar totalmente isso.

Um fisiculturista profissional que também é PhD em medicina desportiva (sim, é possível ser um brutamontes que pensa!) escreveu um livro chamado "Solução Anabólica Para Fisiculturistas". Com os devidos ajustes, não é apenas para os profissionais.



Sim, eu fiz a dieta metabólica. E fui testemunha de um amigo portador da famigerada Síndrome Metabólica, que também a fez.

Cheguei a comer, POR DIA, 14 ovos inteiros, 1 Kg de carne, 250 gramas de queijo, 250 gramas de presunto, +/- 50 ml de azeite extra virgem, 5 gramas de óleo de peixe, 3 gramas de óleo de linhaça e, eventualmente, uns bacons com maionese pra "dar uma quebrada".

Resultado em laboratório: colesterol LDL rídículo, colesterol HDL alto, triglicérides ridículo e glicose patética.

Resultado em físico: como dizem os bodybuilders, "rasgado"! E com um ganho em ânimo incrível (o carboidrato libera muita serotonina e vicia —sim, vicia!).

Com certeza você já ouviu falar em aminoácidos essenciais (proteínas) e gorduras essenciais (os famosos Ômega 3 e 6 por exemplo). Mas já ouviu falar em carboidratos essenciais? Não?!

Não mesmo, eles não existem! 

Observação: essenciais são elementos que o corpo não "fabrica" e tem que ser consumidos.

Para a indústria moderna é importante que você acredite nessas dietas mirabolantes de baixo índice calórico e, principalmente, continue a viver mal, pois quem vive mal, além de sedentário, estressado e infeliz (mesmo com suas megaviagens e todas as suas posses), não tem tempo pra cozinhar e nem pra comer decentemente.


Então, deliciem-se com seus produtos diet e light naquelas embalagens coloridas e com outras guloseimas prontas fáceis de fazer.

De quebra, se você adoecer, eles te vendem meia dúzia de pílulas pra controlar a merda em que você se enfiou. Pode dar um cancerzinho aqui ou acolá, mas quem se importa? Isso vale o Mercedes na garagem.




"O homem global é formado por corpo, mente, espírito e emoção. Parece até coisa sabida, praticada, mas não é!
Vive-se parcialmente. Alguns esquecem do corpo e vivem no templo da mente e por ela buscam aproximar-se do espírito.
Mas o corpo esquecido cobra-lhes sustentação, o bem-estar, a disposição, o ar fresco pleno nos pulmões. Falta-lhes o sangue forte e vivo correndo nas veias. Então suas mentes agonizam e seus espíritos se apagam." - Nuno Cobra



 Katsumi Ishimura, nessa foto com 62 anos, planeja competir até os 80