quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Meu ouvido não é penico!

Hoje recebi mais um daqueles emails idiotas que alguém supôs que me interessaria...
Não, não me refiro a spam, pois desse inferno até que podemos nos livrar, ou pelo menos na maioria das vezes.
Me refiro aos amigos inconvenientes que te repassam toneladas de lixo absolutamente inútil, como correntes religiosas, planos de emagrecimento, textos de autoria duvidosa, piadas sem graça e, o pior, muita coisa fascistóide que me dá até nojo de ler (textos típicos de classe média reacionária e preconceituosa que nem vou me dar ao trabalho de explicar).

Você enviaria por sedex um saco de cimento a um amigo que nem reforma está fazendo?

Pois é a mesma coisa!
Correio, seja lá eletrônico ou ponny express, deve ser usado com sabedoria!

Então poupe seus amigos de idiotices que só a você interessa!

A propósito, não sou um avesso a tecnologia. Vivo dela, e sem falsa modéstia, contribuí mesmo que com uma ínfima parte para ela.
Aliás, quando fiz meu primeiro programa em assembler não existia o termo "informática".
Eramos apenas uns caras que se divertiam em juntar um monte de ci's e, em alguns casos, desenvolver alguns algoritmos para rirmos do resultado.

Era bem divertido... agora por outro lado... qualquer zé mané que instala placas e instala meia dúzia de programas se acha expert... sinto muito, seu filho, primo ou sobrinho não é um gênio. Um macaco bem treinado faz igual.

Bom, voltando às babaquices virtuais...
Essas comunidades também são lamentáveis. Saí de todas depois de receber absurdos como "passei por aqui pra te deixar um beijo" (ou um abraço, alô, whatever).
Ninguém acha tempo pra conviver com seus amigos. É um tal de "combina aí", "vamos marcar sim", "vou ver depois te falo" e por aí vai, e o filho da pu%$ ainda acha que meia dúzia de palavras num quadro público ainda valem algo?!

E faça-me um favor: ver em reuniões a cada ano não é conhecer pessoalmente.

A quantidade de gente "feliz" nesses lugares é incrível. A ditadura da felicidade foi levada ao mundo virtual claro. Tenho pena desses "felizes"... são como baratas que levam uma chinelada... tem algo incomodando mas não sabem o que, mas por uma questão de imagem tem que manter o mito da pessoa sorridente, um palhaço deprimido.

Ningém é feliz, apenas está feliz. Analogamente, como o Flávio Gikovate diz, não se faz amor, se sente amor, o que se faz é sexo.
Bom, essa parte vou deixar pra outro dia...

"A sociedade nunca progride. Recua tão rápido num lado quanto avança no outro. Passa por mudanças contínuas. É bárbara, civilizada, cristianizada, rica, científica, mas... para tudo o que é dado, algo é tirado." - Ralph Waldo Emerson , Self-Reliance, 1841.