quarta-feira, 6 de abril de 2011

Descobriram o fogo!

Nada como as novidades científicas dos pesquisadores reducionistas.

Minhas observações para que você possa ler o artigo original:
- Workaholic (piada!): qualquer um que tenha uma semana de trabalho de 5 dias ou mais, com 6 horas ou mais de jornada de trabalho, acrescido das 3 horas ou mais de almoço mais deslocamento e das 2 horas ou mais necessárias para você baixar a bola quando chega em casa (pensando bem não sei onde se situa a vida nessa aritmética da vida moderna).
- 67%: valor arbitrário conseguido através de pesquisas meia-boca (na real life deve ser bem mais).
- ataque cardíaco: um dos vários males conhecidos como doenças da civilização (ou seja, não entraram nessa pesquisa a famosa síndrome metabólica, hipertensão, gastrite, doenças auto-imunes, tumores, etc).

Enjoy!
Trabalhar nunca fez bem a ninguém. Você acha que te pagam por que?

Nota: aproveite e troque aquele banco de horas inútil por um desfibrilador.

Do Terra.

Trabalhar muito aumenta em 67% as chances de ataque cardíaco



Os workaholics que fazem do escritório o segundo lar devem se preocupar com o tempo gasto no trabalho. Isso porque uma equipe de pesquisadores da University College London, no Reino Unido, descobriu que aqueles que trabalham cerca de 11 horas por dia têm 67% mais chances de sofrer um ataque cardíaco, como divulgou o jornal britânico Daily Mail na manhã desta terça-feira (5).

Durante 11 anos os cientistas acompanharam mais de sete mil trabalhadores, acompanhando seu cotidiano e seu histórico médico, sendo que 192 destes operários sofreram ataques cardíacos. Os cientistas acreditam que o estudo ajudará a prevenir este tipo de problema, a partir do momento em que os cardiologistas passarem a questionar quantas horas de labuta seriam saudáveis para cada paciente, para poder aconselhar aqueles que têm mais risco, como os obesos e os fumantes, a reduzirem a carga horária.

"Pode ser uma maneira de acordar aqueles que trabalham demais, especialmente se eles têm outros fatores de risco", afirmou o professor Mika Kiyimäki, que chefiou as pesquisas. "O estudo ajuda a entender como os fatores sociais são determinantes nas doenças cardíacas, mas outras pesquisas deverão ser feitas para esclarecer como podemos usar estas informações para alertar os trabalhadores em risco e quais avisos deveremos colocar nos ambientes de trabalho", sugeriu o professor Peter Weissberg, diretor médico da British Heart Foundation. 

Os ataques cardíacos matam milhares de pessoas todos os anos no mundo e acontece quando uma artéria coronariana fica bloqueada, impedindo que o coração receba sangue. Fumantes, obesos, hipertensos, pessoas com níveis altos de colesterol e que não praticam atividade física se encontram no grupo de risco.