sábado, 23 de outubro de 2010

A (i)lógica bizarra das crendices

Um amigo meu espírita (sim eu gosto de algumas dessas criaturas cheias de crendices) passou por aqui numa sexta-feira na hora do almoço.
Recém desempregado, resolveu visitar seu amigo desocupado ("desempresário" de nascença).

De cara eu já lhe disse que o ócio lhe fez bem e seu bom humor é notório.

Divagamos muito sobre trabalho, vida, tempo, mudança de paradigmas e por aí vai. Coisas que somente quem tem tempo pode fazer.

Sabe-se lá porque caímos no tema suícidio, em que ele me explicou (se é que isso pode-se chamar de explicação) que para os espíritas quando a pessoa se suicida, sua alma vai para não sei aonde (tipo um purgatório ou coisa parecida - me esqueci o nome e nem vou me dar ao trabalho de pesquisar esse tipo de assunto patético).

Perguntei a ele se alguém que fosse um alcoólatra contumaz podia ser considerado um suícida. Ele me disse que vários autores, médiuns ou seja lá o que for acham que sim.
Me disse que vários hábitos conscientes ou não que provocam a morte prematura (veja só) condenariam a alma a essa passagem.

Aproveitei para perguntar se um sujeito que trabalhasse ardualmente como se fosse um faraó (negando a morte, perdendo tempo precioso, diminuindo sua expectativa de vida e provavelmente querendo se enterrar com suas "conquistas") também poderia ser enquadrado nessa categoria.

Bom, como a lógica era inquestionável, foi forçado a concordar.

Acho que estou catequizando mais uma "alma" para adoradores do ócio e portanto, da vida.
E obviamente, o purgatório, ou seja lá o que for, deve estar sem vagas.