quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Uma bela aula de economia e história

O historiador e professor de Harvard, Niall Fergusson, escreveu o excelente documentário "Ascenção do Dinheiro".
A obra disposta em 6 episódios trata de toda a história da moderna economia desde a adoção maciça dos numerais árabes (na verdade indianos) por volta de 1200 DC até os dias atuais.
Mostra quando e como foram criados o crédito, mercado de ações, derivativos, câmbio, seguros, "bolhas econômicas", crashes, mercado imobiliário/propriedade, etc.
Além de argumentos históricos incontestáveis, explica como os mesmos funcionam o com quais intuitos e motivações foram criados além da óbvia motivação do lucro.

Independente de você ser um marxista do PC do B ou um neoliberal fundamentalista tucano vale a pena assistir com atenção.

As legendas em português de Portugal estão disponíveis no botão "Legendas" no canto inferior direito.

Material de excelente qualidade. Não deixe de ver!

Se depois de tudo você ainda acreditar na "meritocracia" (no tal esforço/mérito) ou você é um multi bilionário com óbvios motivos para que se perpetue a crença ou apenas um tolo.







quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mais um

Ontem mais um da velha guarda bateu as botas.
Hélcio Aguirra, do Golpe de Estado e ex-Harpia, aos 56 anos, foi encontrado morto ontem, em casa num aparente ataque cardíaco.





Vi o Harpia ao vivo.
Puta som!
Pirei em 'Salem: a cidade das bruxas'.
Dos primórdios do heavy metal no Brasil em 80.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Parabéns mestre!

Hoje o lendário guitarrista Jimmy Page faz 70 anos.



Um dos maiores guitarristas de todos os tempos (segundo especialistas e votações só perde o posto para imenso James Marshall Hendrix), compositor e produtor.
Integrante da icônica banda Led Zeppelin, também participou do grupo Yardbirds e gravou com David Coverdale, Black Crowes, entre outros.
 
Parabéns mestre!
E obrigado por nos salvar da mediocridade que é a música das últimas décadas.
 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Receita para felicidade

Em mais uma época de fim de ano aqui na minha região, o litoral, fica claro a receita para a felicidade dos paulistanos (não apenas eles claro):

- se endivide com carros caros (quem sabe compense a sua insegurança e finalmente role algum sexo);
- obrigue os outros a ouvirem sons que você gosta (mesmo sendo crime e, em geral, você tendo mau gosto);
- grite e gragalhe alto (como se felicidade não fosse algo pessoal, íntimo e temporário);
- use a grande criatividade culinária de prato único: churrasco;
- vá de sunga/canga para o supermercado obrigando os outros a olharem esse show de horrores;
- beba muito e pratique a inconveniência;
- jogue lixo em todo lugar;
- faça todo tipo de bandalheiras no trânsito;
- vá sempre para os mesmos lugares nas mesmas épocas fazendo com que a locomoção fique insuportável como em sua terra de origem;
- tire fotos ridículas para expôr sua vida patética nas redes sociais, faça marketing de "felicidade" pessoal desesperadamente;
- por fim, volte para o lugar inferno onde vive, lambendo o saco do chefe e sendo o mauricinho reprimido de sempre.



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mais metal

Conheci a Metallica em 1988, a década da explosão do Metal.
Ride the Lightning e Master of Pupets eram muito pauleira até mesmo pra quem era adorador de Iron Maiden e Judas Priest.
Mas o som era cativante, excelente e um marco para o Metal.

Em 8 de dezembro a banda Metallica bateu um recorde ao tocar em 7 continentes em um mesmo ano.
O show foi num pequeno domo para pesquisadores e fãs, sob o patrocínio da Coca-Cola.

De certa maneira remete a um Pink Floyd Live at Pompeii de 1972, esse mais intimista e menos comercial evidentemente.

De qualquer maneira tá aí no YouTube.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tá na hora do dominó

Com 70 anos você poderia pensar em jogar botcha ou dominó, como atividades mais radicais possíveis, ou ainda, tricotar ou bordar toalhas como criações mais ousadas que se permite na idade.

Ian Anderson (Jethro Tull) uma vez fez um música quando leu de um jornalista (esses tipinhos recém formados que se acham) que eles estariam muito velhos para o rock'n roll.
Fui em 3 ou 4 shows deles e sempre foram estupendos, num deles sairam de cadeira de rodas e macas cantando "Too old to rock'n roll".

Sr Lemmy Kilmeister, com 67 anos, e seus 'comparsas' do Motorhëad lançaram há pouco seu novo trabalho: After Shock.





Ando sem vontade de escrever aqui e o grande Lemmy me motivou a postar algo.

O disco é estupendo, com músicas cruas e diretas no velho estilo Motorhëad das antigas, mas com grandes blues 'esfumaçados, roucos e melancólicos' e hardrock's entusiasmantes que me deram esperança na pobre música atual.

Ainda estou me adaptando com certas impossibilidades que a idade traz. Pode ser comigo ou com todos os que passam por isso.
Esse que vos escreve sabe que ser marombeiro com artrose degenerativa nos dois ombros e protusão em dois discos da coluna não dá mais, e é fácil para os outros dizerem discursos babacas de como a velhice traz coisas boas.

Essa é minha fase ruim. Como largar o meu 'construtor de couraça', meu antidepressivo natural e meu grande meio de contato com o mundo externo?
Tem um tempo pra digerir. Um luto necessário.
Não tenho infelicidade nisso, mas não sou hipócrita nem 'poliana' pra dizer que é bom envelhecer.
E como eu sempre digo, não há opção para isso. Viver é uma ditadura ou você está vivo ou não existe.

O grande Lemmy me fornece alguma luz nesse túnel escuro. Uma luz meio tropega já que ele é um alcoólatra contumaz, mas mais consistente que o brilho ofuscante e passageiro de uma diva pop ou um new sertanejo qualquer.

Existem críticas mais complexas ao referido álbum, é só procurar.
Aqui consta apenas uma sucinta e nada imparcial crítica de um velho headbanger.

Anglicismo e frase feita concordo, mas como diriam outros velhos admiráveis (ACDC), "for those about rock, we salute you".






domingo, 22 de setembro de 2013

Eco-bobagens de novo

Eu já postei sobre as besteiras a cerca da sustentabilidade.
Tem uma lista de bobagens que dariam livros. Etanol como combustível ecologicamente correto, ser vegetariano e várias outras.

Sustentabilidade já virou uma palavra irritante e, acima de tudo, virou mais um apelo ao consumo.
Tudo o que entra nesse patamar perde a racionalidade.

Estava estudando colocar um reservatório de água da chuva em casa. Nada de eco-bláblábla mas sim uma alternativa econômica para redução de custos fixos, minha diretriz básica de vida ou de todos os que querem o sossego de uma vida low profile.

Bom, um reservatório de 5000 litros (5m³) mais barato se encontra na casa de R$ 1300,00 fora tubos, conexões e suporte (a sua base), sem considerar a mão-de-obra que seria minha.
Em casa somo um casal apenas e gastamos cerca de 8 m³ de água por mês (temos jardim grande e quintal idem) o que nos enquadra no valor mínimo, ou seja, pago R$ 16,31 como taxa fixa, valor cobrado até os 10m³.

Portanto, com cisterna ou não pagarei a mesma coisa, ou seja, é uma besteira eu fazer isso, aliás, até lavar a louça ou fazer a barba com a torneira fechada também.
A nossa contribuição ambiental é pífia e ainda por cima nem estímulo econômico temos.
Mais uma vez parece ser a máxima do status e do discurso vazio de como "sou ecológico pois separo as latinhas e compro coisas eco-qualquer coisa".


Mas ok, se você tiver uma família maior, supondo 4 pessoas, é possível um gasto dobrado (aproximadamente 16m³). Mesmo assim, você só conseguiria economizar o excedente, ou seja, R$ 27,36 (6 x R$ 2,28 x 2 pois o esgoto é cobrado junto).

Gastando em torno de R$ 1500,00 em um reservatório de 5m³ (o que é uma estimativa bastante otimista e econômica), demoraria 54 meses para pagar o investimento, ou, arredondando, 5 anos.

É de se pensar se vale mesmo a pena.

Se você acha que não 'penso na natureza' ou qualquer discurso trôpego do gênero, é melhor você avaliar a sua própria vida pois possivelmente você é apenas um hipócrita.

Sendo muito otimista, essas são suas marcas no mundo, em dois episódios: