sábado, 19 de março de 2016

Semana deprimente

Primeiro foi “A grande aposta” ("The big short")... a ficção verdadeira. Quando Hollywood faz uma crítica ao sistema socioeconômico vigente é porque a coisa realmente tá feia. Verdade, fiquei deprimido... mas já tinha visto "Inside jobs" que é um documentário e que também recomendo.
Depois foi “Trumbo” (não sei se é um fato ou é ficção: “Bem, há muitas pessoas raivosas e ignorantes no mundo. Parecem estar se reproduzindo em número recorde.” - Trumbo) e a cruzada irracional contra os "comunistas".
E por fim, um desconhecido (eu) recebe uma ligação da Dell para participar de um programa de “vantagens e recompensas” para os consultores que recomendam a marca. Minha resposta deixou o cidadão momentaneamente mudo (possivelmente não entendeu nada). Apenas lhe disse que por esse tipo de coisa é que eu tinha largado os negócios... as negociatas, o toma lá da cá, as “recompensas”, as “vantagens”, enfim, fazer com que toda e qualquer atividade que gere lucro justifique qualquer imoralidade (legal ou ilegal).

Não se engane: a moralidade e a decência são as atitudes individuais e comezinhas. Todo o resto é decorrência. Como disse o Leandro Karnal, o primeiro registro de corrupção no Brasil foi a carta de Caminha (com o autor pedindo um emprego pro sobrinho ao imperador).

A separação da economia das ciências humanas e por consequência de sua ligação com a moral destruiu a malha social, fazendo com que todos sejam corruptos em pequena ou grande escala, mas para o outro se dá esse nome, corrupcão, para si mesmo se dá o nome de "comissão", "vantagem", "recompensa", "agilidade no negócio", etc.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Mais auto-testes

Fiz um pequeno exame de sangue há poucos dias.
Os outros exames, para fins do que desejo defender, não vem ao caso.
 
Primeiramente deve-se considerar que sou um ser humano “normal” praticamente igual a todos os meus pares de espécie. Nada muito diferente existe entre nós, exceto em alguns POUCOS (percentualmente) casos de doenças hereditárias, má formações genéticas, etc.
 
Há muitos tempo sou contrário a pirâmide nutricional convencional (pouca gordura, médios carbos, muitos vegetais) e aos dogmas alimentares sustentados em boa parte pela indústria alimentícia, pesquisas financiadas pelas mesmas e um mar de médicos inaptos ao exercício da profissão
 
Sempre fui um praticante contumaz de atividades físicas e consumidor ávido de proteínas e gorduras com pouco ou em algumas épocas nenhum carboidrato. Nunca tive nenhuma alteração considerada “anormal” em minhas taxas de triglicérides, colesterol, etc.
 
Há dois anos parei completamente TODA atividade física. Uma sequência de lesões culminando com diagnósticos bastante péssimos com diferentes especialistas me deu a perspectiva de que só poderia fazer atividades leves.
 
Como não sou muito a feito a coisas “leves” optei pelo ‘foda-se’ e aproveitei para fazer outros testes comigo mesmo, para comprovar que Darwin realmente estava certo.
Imaginei que, sendo uma pessoa não submetida ao stress da sociedade competitiva (vivo de maneira simples como escolhi por isso me dou ao luxo - isso sim é luxo - de trabalhar muito pouco e ter muito tempo livre), nada que eu comesse (desde que bem pouco) me faria mal, ainda que completamente sedentário.
 
Evoluímos para sobreviver e passar privações, porém nos últimos 100 anos em especial fomos educados a termos todos os desejos realizados e a não sermos submetidos a frustrações sem compensação.
A nossa biofísica indica que evoluímos para comer qualquer coisa que nos forneça energia para sobreviver e quase nada nos faz mal (evidentemente que estamos falando de coisas que os animais comem e livres de venenos ou substâncias notadamente tóxicas), porém, em quantidades bem pequenas, pois era o que conseguimos obter na competição direta com outros animais.
 
Como eu disse, nos últimos dois anos a atividade física foi ZERO. Nem sequer atravessar a rua eu fiz.
A dieta foi a do tipo tosca, com muita pizza, cachorro quente cheio de maionese, miojo, pururuca, frango frito, omelete e por aí vai. Fora a ausência completa de horários e regras. A única regra foi a que, seja lá o que comesse, que fosse pouco.
 
Alguns dias chegava a fazer apenas uma refeição no dia.
 
Resultado (primeiro o obtido depois o desejado):
 
  • DOSAGEM DE ÁCIDO ÚRICO:  5.2 mg/dL - MASCULINO: 2.5 a 7.0 mg/dL
  • HDL - COLESTEROL: 69 mg/dL - Superior a 40 mg/dL
  • LDL - COLESTEROL: 90 mg/dL - Ótimo: Inferior a 100 mg/dL
  • DOSAGEM DE COLESTEROL: 182 mg/dL  - Desejável: Inferior a 200 mg/dL
  • DOSAGEM DE GLICOSE: 101 mg/dL - 70 a 99 mg/dL
  • TRIGLICÉRIDES : 116 mg/dL – Ótimo: Inferior a 150 mg/dL
  • HORM. TIREOESTIMULANTE (TSH) : 0.847 uUI/mL - 0.270 a 4.50 uUI/mL
 
Os resultados, até para o que eu esperava, foram surpreendentemente bons. A dosagem de glicose foi ligeiramente acima do máximo. Além de poder ser uma oscilação normal devemos acrescer às tolerâncias das medições.
 
Evidentemente que isso não é uma pesquisa válida e nem sequer uma sugestão de vida, porém, associados ao que se temos notícias dos grandes longevos do mundo, a uma forte indicação que não é a comida nem o sedentarismo nosso grande vilão, mas sim, a maldita sociedade competitiva e individualista em que estamos (estão, eu tô com um pé fora) submetidos.
 
A longo prazo o que aconteceria (ou o que vai acontecer)?
Ninguém pode afirmar, nem ao menos as péssimas pesquisas dirigidas que temos.
Apenas como exemplo, quando ler uma pesquisa verifique quem fez, qual o instituto e qual o patrocinador direto e indireto. Soma-se a isso a péssima (intencional ou não)  amostragem, que é sempre muito homogênea: populações urbanas culturalmente semelhantes e submetidos à mesma insalubridade.
Por que não pegar 1000 inuítes, 1000 paulistanos, 1000 guaranis, 1000 aborígenes, 1000 etíopes, etc?
 
Agora, se você for no tal médico reducionista, se for início de diabetes te darão metformina, se for colesterol alto te darão alguma estatina, se o T3 tiver baixo te darão alguma tiroxina, e por aí vai.
 
O comum em toda a recomendação vai ser o chavão: "dieta e exercícios".

A vida das pessoas ficou péssima. Gente sujeita a stress diário, relacionamentos ruins, intolerância à frustração, falta de significância no trabalho, falta de atividades criativas e intelectuais e uma completa incompreensão da diferença de trabalho e labor.

E a culpa, veja só, é do toucinho...
 
 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Narcisocracias e a elite paulistana

Há uns meses houve um buchicho sobre uma ação no Ministério Público sobre a exigência de uniformes brancos para a entrada de babás nos clubes de elite paulistanos.
Se quiser dar uma expiada clique aqui.

A questão dizia (ou diz já que parece ter havido reabertura) respeito ao julgamento de preconceito, ou mais precisamente prática discriminatória.

Recentemente fui convidado a ir num desses clubes do qual eu nunca entraria sem ser convidado, primeiro porque eu me recusaria a participar dum covil de elitistas nojentos e depois porque não tenho o menor cacife financeiro para tal.

O convite partiu do tio da patroa, que é um ex-ministro e que é sócio remido do tal clube, que ocupa um quarteirão inteiro numa das áreas mais caras da capital paulista.
Detalhe: este clube não paga nenhum imposto por que é de "utilidade pública".

Minha patroa faz parte da "parte pobre" da família e eu, um adendo, mais pobre ainda. Não é nenhum choramingo ou lamento. Quando larguei tudo em sampa pra viver numa cidade pequena fiz uma escolha consciente de que minha prioridade é ter tempo e não dinheiro, além do mais, não pactuo com certa ética tortuosa que explora pessoas e meio ambiente com objetivo único de acúmulo sem sentido.

A parte "bem sucedida" da família é composta por diplomatas, ex-ministros, procuradores, etc. Não citarei nomes. Não é conveniente nem vem ao caso.

Quando cheguei com minha "antiguidade" no estacionamento o segurança já veio a minha porta perguntando se eu estava indo no jantar do Dr Fulano (o tio da patroa).

Nota: se eu fosse negro, mulato ou "com má aparência" ele provavelmente teria chegado na janela e dito que a entrada de serviço era outra.

Parei numa vaga em meio a veículos que eu nem sei o nome (admito que não tenho interesse nenhum nesse assunto). Tudo lindamente automatizado, limpo e cheio de "serviçais" rondando para lá e para cá.

Ao chegar na recepção novamente outro gentil segurança me solicita o nome para providenciar a liberação. "Obviamente" que um branco, alto, magro e com "boa aparência" só poderia estar indo no jantar do Dr Fulano.

A moça que libera a catraca me pergunta se eu já havia vindo ao clube. Retruquei dizendo que só teria vindo antes se fosse para sequestrar alguém.
Ela riu e liberou a catraca.
Alguns sócios chiques ficaram me olhando de alto a baixo.

O local é muito bonito mesmo, com piscinas enormes de tudo o que é tipo, quadras perfeitas aos montes, prédios (sim prédios) sociais com restaurantes variados e tudo o que pessoas "de bem" tem direito.

A elite paulistana (como qualquer outra generalizando) é aquela nojeira.
Há uma nítida atmosfera de esnobismo e segregação descarada. Os "serviçais", como em qualquer feudo, são tratados descaradamente como gente de segunda classe, quase que como 'leprosos'.

No hall do prédio onde seria a recepção do titio Dr Fulano, Chandon para todos, canapés e gente de nariz empinado se medindo.
Não posso reclamar especificamente da "família". Sempre me trataram bem, afinal eu sou um "sujeito excêntrico que gosta de uma vida simples".

Mais uma nota: a "família" tem outro caso semelhante ao meu, mas como o cara é "chicano" ele é "um pobre coitado sem eira nem beira", ou, no linguajar "deles" um "tocador de banjo". Admito que uso minha prerrogativa "branca alta com bom vocabulário", mas por uma boa causa.

O jantar teve direito a ex-governadores atirando confetes e diretoria do clube puxando o saco em discursos 'engraçadinhos'. Não se enganem todos tem diversas filiações políticas e todos defendem a mesma elite, ainda que troquem farpas na grande mídia.

Comi duas coisas que nunca havia comido antes.
Montes de foie gras (achei que isso havia sido proibido - se bem que a lei não é para todos) e trufa negra.
Os coitados dos gansos são torturados a toa, já que fígado de galinha com bastante manteiga tem o mesmo gosto e consistência.
E a tal trufa negra incorpora certo gosto de queimado/defumado na comida. É como quando minha mãe faz aquele molho em que a carne da uma queimadinha no fundo. Prefiro a comida da minha mãe.

Parece algo simplista e generalizante afirmar que a elite de fato é nojenta (no sentido amplo da palavra: elitista, preconceituosa, egoísta, narcisista, imoral e desprezível) mas a despeito de detalhes a cerca da nossa formação socioeconômica, é possível se reduzir a isso.

Não fosse pelo mau que causam a maioria eu teria pena e desprezo por eles, mas sabendo que há tempos nenhuma riqueza e poder vem pelo mérito exclusivamente e sem fatalmente explorar uma maioria e o meio ambiente direta ou indiretamente, não ficaria triste se num domingo ensolarado o EI resolvesse explodir o local.

Dada nossa total falta de representatividade e para evitar ilegalidades acho que o melhor é retirar o poder dessa gente virando as costas a esse modelo socioeconômico. 1 tonelada de ouro não vale nada em Júpiter...

Enquanto Paul Krugman sugere que as democracias estão virando uma "narcisocracia" comandadas por elites doentes - em suas palavras “egomaníacos mimados” e “monstruosamente autocentrados”, se ele conhecesse o Brasil acharia que nossa democracia é uma "feudocracia".



segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

E lá se foi mais um dos grandes...

Minha homenagem ao grande David Bowie.
Admito que eu não curtia tudo dele, mas respeitava demais sua arte.
Seu viés "empreendedorístico" na produção e nos agenciamentos também me incomodava bastante.
 
Sua voz era inconfundível e a primeira vez que eu o ouvi foi em Under Pressure com o Queen.
Depois fui fuçar em mais coisas suas e adorei "Tonight" e essa sua fase .






Dizem as lendas que o grande Ian Fraiser (Lemmy) Kilmister, que começou como roadie do Jimi Hendrix, montou sua primeira banda com equipamentos roubados de Bowie... ligação é ligação ué!?

domingo, 3 de janeiro de 2016

Viajar é...

Enfim acabei cedendo à amolação da conjugue e acabei viajando no fim de ano.


Para definir sinteticamente o que é viajar vamos avaliar algumas questões lógicas e categorizar algumas coisas.

Supondo que seu lar não seja apenas um dormitório, ou seja, aqueles locais onde as pessoas que trabalham o dia inteiro passam a noite para no dia seguinte voltar a trabalhar e no fim de semana tentar se recompor para voltar a trabalhar na semana seguinte, supõe-se que o lar seja um lugar onde estão todas as coisas que você gosta, preza e de fato você curte cotidianamente. É aquela área do felino que eles urinam em cada canto pra demarcar seu espaço.

Independente de sua condição sócio-econômica, o lar (como eu disse no início, se não for o “cubículo-dormitório”) é aquele canto mágico onde estão todos os seus símbolos pessoais de aconchego e segurança. Ancestralmente, nenhum lugar pode ser melhor que este.

Então por que diabos me atormentam para sair dele???

Desculpas bizarras sobre conhecer outros locais, pessoas e culturas é uma balela. A maioria (creio que todas) das pessoas “viajadas” que conheço são as mais ignorantes, e pior, arrogantes da “turma”.

Em geral são os bossais que tiram foto “segurando” a Torre de Pisa (e demais poses e selfies a la facebook) e compram quinquilharias (que tem na 25 de março) de lembrança para amigos e parentes.

“Cultura”?! Só de passagem sem fazer outras consultas e forçar a memória, Kant nunca saiu de seu vilarejo e mesmo assim se tornou um dos grandes filósofos da modernidade.

Ninguém adquiri cultura fora se não tiver cultura antes de sair.
Paradoxalmente depois de construir (um caminho infinito) certa bagagem cultural percebe-se que “não é preciso ir a Lua para conhece-la razoavelmente bem”.

Enfim, depois do trânsito (ainda que pouco, admito, já que fui há um local rural isolado), sorrisos hipócritas a desconhecidos e papo de elevador com companheiros de cela, ops, de pousada, pude sintetizar minha definição de viagem:

Viajar é deixar tudo o que você gosta para trás e ainda por cima pagar por isso.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Born to lose, lived to win

R.I.P.

Lemmy


Sem palavras.
Hoje é dia de encher a cara e arrebentar as caixas de som com Motorhead no talo!




http://whiplash.net/materias/news_796/235906-motorhead.html


Atualização com os momentos mais emocionantes de seu funeral. Não é pra qualquer um...
http://whiplash.net/materias/news_795/236490-motorhead.html

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

BuNdismo

Há poucos dias concluí o curso 'Gestão de Ecovilas', do Gabriel Siqueira.
Dado o assunto, evidentemente seria impossível um curso convencional, já que há enorme subjetividade no assunto, porém não tão grande como os "Múcios" alardeiam...


A troca de experiências dos participantes, os relatos e as bibliografias relatadas pelo organizador foram bastante proveitosos, mas (shi, o 'mas') nesse meio (não exclusivamente) sempre lembro do personagem citado há pouco, o Múcio.

Múcio era um personagem do Jô Soares no programa 'Viva o Gordo' que nunca discordava de ninguém e ficava sempre escorregando quando era questionado.

As práticas orientais como o budismo e a tal da comunicação não violenta para grupos que não são simpáticos ao embate intelectual sadio reforçaram essa coisa de que se deve evitar dar sua opinião pessoal sobre algo em que você se comprometeria perante ao grupo.

É um tal de "amo a todos" e "tolero tudo" que enche o saco e nada constrói.
O próprio conceito de tolerar já impede o 'tudo', porque tolerar, por definição, significa uma faixa, uma pequena abertura e não qualquer coisa. Por exemplo: hoje está 25 graus Celsius +/- 10%, ou seja, a medida com a tolerância está entre 22,5 a 27,5 graus.

O próprio organizador escreve que organizações religiosas não se enquadram no conceito original das ecovilas e quando uma participante afirma que seu grupo é dogmático/religioso toda forma de "Mucismos" são utilizados para se desviar de emitir uma opinião.

Há uma noção completamente equivocada de que emitindo uma opinião a respeito do assunto em pauta no grupo ou que indiretamente afeta o mesmo seja uma forma "violenta" de comunicação e provoca um medo de que alguém que discorde dessa posição antipatize com o opinador.

Quem opina deve ter ciência que deve sustentar adequadamente (de modo respeitoso e respaldado) sua opinião e, acima de tudo, que pode estar equivocado.
Quem ouve uma opinião divergente por direito pode discordar e colocar sua contraposição (também de modo respeitoso e respaldado e com ciência que pode estar equivocado) e assim iniciar um debate sadio e construtivo se esse for o caso.
Quem apenas tem fé (por definição algo que não necessita de justificativa concreta ou plausibilidade) deve ficar de boca fechada, afinal, o indiscutível é apenas uma cristalização que não promove nada.
 
É bizarro querer criar um "novo mundo" com um zen buNdismo tosco e hipócrita, mesmo porque devemos ter ciência que o budismo surgiu na Índia e depois foi para o Japão, China e outros países asiáticos, com o pretexto explícito de apaziguamento e controle populacional (como toda religião), além de também ter sido responsável por atrocidades e demais atitudes não éticas.

É o embate sadio de ideias que promove a melhora e não a hipocrisia e o silêncio travestidos de tolerância.

Quando questionei (isso não significa dizer que ele estava errado, é apenas um querer saber os motivos concretos de determinada opinião) um desse caras metidos a 'yoguis' sobre sua visão de alma, ele já anunciou ao grupo que "sempre sabia quando alguém com energias negativas vinha desestabilizar o grupo".

Isso só me lembrou os eletróns com sua carga negativa e todo o mundo que ele nos proporcionou (para o bem ou para o mal, moralidades à parte) e a fragilidade intelectual do sujeito que apenas justificou sua posição com uma agressão (sim, foi uma agressão) e uma afirmativa completamente esquizofrênica.

Imaginem a Grécia antiga com essa neo visão tosca de "não violência" e "tolerância"?!
Simplesmente não existiria filosofia!  
E a história não documenta casos de filósofos que saiam no tapa a cada discórdia...