sexta-feira, 5 de outubro de 2012

De volta para o futuro

Apesar de minha mudança para uma cidade menor, visando qualidade de vida e menor contato humano, a minha descrença com o ser humano só aumenta.
Ok, é meio bobagem dizer isso, mas é bobagem completa tantas outras coisas que me deixa dessa maneira cético em relação aos meus "companheiros do sindicato dos humanos".
 
Minha esposa é tradutora, e pela habilidade com a escrita e a língua pátria, acaba fazendo "tarefas" de faculdade para alunos desmiolados, TCC e teses.
 
Isso me incomoda profundamente.
 
Não com ela, já que seu trabalho é bem feito e nada mais é do que um trabalho de escrita como outro qualquer, além do mais ela nunca faz plágio ou outras coisas que a desabone.
 
O que me incomoda é esse monte de pessoas que não querem ler (as desculpas são as mais esfarrapadas possíveis), e em seu desespero por um dipRoma atropelam o fato de serem analfabetos funcionais. Isso sim é deprimente.
 
E não pensem que são faculdades xurupita apenas.
Posso citar FGV e Uncamp como alguns nomes conhecidos.
E a desgraça não para apenas deste lado da carteira, já que os orientadores em muitas vezes também são uma catástrofe.
Os comentários, diretivas e análises são qualquer nota (ops, desculpem o trocadilho infame).
O descarado eu faço de conta que leio e você que escreve.
 
Se já estamos sendo atingidos pelo mar de maus profissionais hoje o que dizer daqui a alguns anos.
 
Ser otimista numa conjuntura dessas é no mínimo curioso.
 
A despeito de todo discurso sociológico e antropológico, a eternidade, ou o para sempre ou ainda o para o resto da minha vida significam atualmente para mim, sendo aí sim otimista, entre 25 ou 30 anos, e não há nenhuma evidência que sustente possíveis melhoras no mundo, ou me restringindo mais, ao Brasil.
 
Não posso generalizar claro, a estatística é falha e cheia de armadilhas, mas eu não apostaria minha vida numa roleta russa com um revólver sem apenas uma bala.
Você apostaria?